Apoio de Flávio a fim da 6x1 chateou coordenador da campanha
Candidato do PL decidiu apoiar a proposta defendida pelo governo na véspera da votação, opondo-se a Rogério Marinho, defensor da jornada flexível
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Felipe Malta, Valentina Moreira
Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado
A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de votar a favor da PEC que prevê o fim da escala 6x1 foi contra a vontade de seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, que historicamente defende a implementação da chamada jornada flexível e precisou ceder, saindo enfraquecido da disputa.
A divergência teria gerado um desgaste interno na campanha. Na perspectiva do coordenador, Flávio teria pouco ganho eleitoral ao apoiar a PEC e estaria contrariando a linha seguida por sua equipe em seu plano de governo. Marinho, que também é líder da oposição na Casa, foi o relator da Reforma Trabalhista de 2017 e tem um trabalho de longa data pela revisão das leis trabalhistas.
Quando a PEC do fim da escala 6x1 chegou ao Senado, Marinho apresentou PEC da hora flexível, uma proposta alternativa baseada na remuneração pelas horas trabalhadas, apoiada pelo meio empresarial. Flávio chegou a defender o texto, mas voltou atrás às vésperas da votação diante de uma possível repercussão negativa.
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O movimento gerou insatisfação interna. Marinho queria que ele enfrentasse as críticas e mantivesse a sua posição inicial. A avaliação era de que o candidato teria pouco ganho político ao apoiar uma pauta com a marca do governo Lula (PT) e estaria agindo movido pelo medo e não pela escolha da melhor proposta.
Voto vencido, o coordenador de campanha precisou recuar e se convencer da decisão de Flávio, mas saiu chateado do embate e se ausentou da votação realizada na última quarta-feira (14). A proposta acabou aprovada com 75 votos favoráveis, incluindo o do candidato do PL e outros senadores da sigla.
Para compensar a insatisfação que também atinge o meio empresarial, Flávio e seus aliados vêm discutindo alternativas para contornar a nova jornada caso ele seja eleito. Na prática, contudo, a própria equipe do candidato reconhece a dificuldade jurídica da medida, uma vez que a alteração no Artigo 7º da Constituição, que trata dos direitos trabalhistas, envolve direitos com natureza de cláusula pétrea.
Desde a quarta, quando declarou apoio à PEC, Flávio não participou de novas coletivas de imprensa. Nesse momento, a campanha monitora com atenção o desaceleramento do candidato nas pesquisas e tem evitado exposições enquanto ele lidera as pesquisas de intenção de voto.
Apoio de Flávio a fim da 6x1 chateou coordenador da campanhaCandidato do PL decidiu apoiar a proposta defendida pelo governo na véspera da votação, opondo-se a Rogério Marinho, defensor da jornada flexívelEleições2026-10-17T00:07:11.008ZA decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de votar a favor da PEC que prevê o fim da escala 6x1 foi contra a vontade de seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, que historicamente defende a implementação da chamada jornada flexível e precisou ceder, saindo enfraquecido da disputa. A divergência teria gerado um desgaste interno na campanha. Na perspectiva do coordenador, Flávio teria pouco ganho eleitoral ao apoiar a PEC e estaria contrariando a linha seguida por sua equipe em seu plano de governo. Marinho, que também é líder da oposição na Casa, foi o relator da Reforma Trabalhista de 2017 e tem um trabalho de longa data pela revisão das leis trabalhistas. Quando a PEC do fim da escala 6x1 chegou ao Senado, Marinho apresentou PEC da hora flexível, uma proposta alternativa baseada na remuneração pelas horas trabalhadas, apoiada pelo meio empresarial. Flávio chegou a defender o texto, mas voltou atrás às vésperas da votação diante de uma possível repercussão negativa. O movimento gerou insatisfação interna. Marinho queria que ele enfrentasse as críticas e mantivesse a sua posição inicial. A avaliação era de que o candidato teria pouco ganho político ao apoiar uma pauta com a marca do governo Lula (PT) e estaria agindo movido pelo medo e não pela escolha da melhor proposta. Voto vencido, o coordenador de campanha precisou recuar e se convencer da decisão de Flávio, mas saiu chateado do embate e se ausentou da votação realizada na última quarta-feira (14). A proposta acabou aprovada com 75 votos favoráveis, incluindo o do candidato do PL e outros senadores da sigla. Para compensar a insatisfação que também atinge o meio empresarial, Flávio e seus aliados vêm discutindo alternativas para contornar a nova jornada caso ele seja eleito. Na prática, contudo, a própria equipe do candidato reconhece a dificuldade jurídica da medida, uma vez que a alteração no Artigo 7º da Constituição, que trata dos direitos trabalhistas, envolve direitos com natureza de cláusula pétrea. Desde a quarta, quando declarou apoio à PEC, Flávio não participou de novas coletivas de imprensa. Nesse momento, a campanha monitora com atenção o desaceleramento do candidato nas pesquisas e tem evitado exposições enquanto ele lidera as pesquisas de intenção de voto.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/apoio-de-flavio-a-fim-da-6x1-chateou-coordenador-da-campanha
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