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Em Içara (SC), uma das principais empresas exportadoras envia, em média, 400 contêineres de mel por mês para os EUA — o equivalente a mais de 7,6 mil toneladas por ano. Com o tarifaço, as projeções para os próximos meses são incertas. “Margens de lucro muito menores até o mercado se adaptar e possivelmente a gente não vai conseguir absorver todo esse impacto”, afirmou Guilherme Castagna, diretor de operações da empresa.
Santa Catarina é o terceiro maior exportador de mel do Brasil, e o Sul do estado concentra grandes produtores, mas o impacto das tarifas deve atingir também pequenos e médios apicultores. Os EUA compram, em média, 75% de todo o mel brasileiro, e a redução desse mercado preocupa o setor.
Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, no mês passado as exportações para os Estados Unidos já caíram 50% em relação ao volume habitual. A venda para outros mercados, como Reino Unido, Alemanha e Bélgica, não é suficiente para compensar a perda.
“Essas empresas podem estar sendo impactadas a médio e curto prazo na competitividade de seus produtos no mercado nacional e na entrada no mercado americano”, alertou Julio Zilli, coordenador do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX).
Diante do cenário, produtores buscam alternativas para minimizar os prejuízos e reforçam o apelo político para defender o setor. “Agora é mais um trabalho político, mostrar o quão importante é a abelha dentro do ecossistema, a importância da exportação e quantas famílias vivem da apicultura”, completou Castagna.
Tarifaço dos EUA afeta exportação de mel do Sul do BrasilSetor teme perda de mercado e busca alternativas para reduzir prejuízosEconomia2025-08-08T00:23:33.219ZO setor de apicultura no Sul do Brasil já sente os . Os três estados da região são os maiores produtores de mel do país e, juntos, exportam a maior parte da produção para o mercado norte-americano. Em Içara (SC), uma das principais empresas exportadoras envia, em média, 400 contêineres de mel por mês para os EUA — o equivalente a mais de 7,6 mil toneladas por ano. Com o tarifaço, as projeções para os próximos meses são incertas. “Margens de lucro muito menores até o mercado se adaptar e possivelmente a gente não vai conseguir absorver todo esse impacto”, afirmou Guilherme Castagna, diretor de operações da empresa. Santa Catarina é o terceiro maior exportador de mel do Brasil, e o Sul do estado concentra grandes produtores, mas o impacto das tarifas deve atingir também pequenos e médios apicultores. Os EUA compram, em média, 75% de todo o mel brasileiro, e a redução desse mercado preocupa o setor. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, no mês passado as exportações para os Estados Unidos já caíram 50% em relação ao volume habitual. A venda para outros mercados, como Reino Unido, Alemanha e Bélgica, não é suficiente para compensar a perda. “Essas empresas podem estar sendo impactadas a médio e curto prazo na competitividade de seus produtos no mercado nacional e na entrada no mercado americano”, alertou Julio Zilli, coordenador do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX). Diante do cenário, produtores buscam alternativas para minimizar os prejuízos e reforçam o apelo político para defender o setor. “Agora é mais um trabalho político, mostrar o quão importante é a abelha dentro do ecossistema, a importância da exportação e quantas famílias vivem da apicultura”, completou Castagna.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/tarifaco-dos-eua-afeta-exportacao-de-mel-do-sul-do-brasil
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