Novo presidente da CVM exonera seis superintendentes
Mudanças atingem áreas estratégicas de gestão e tecnologia; novos titulares serão anunciados em breve


Otto Lobo durante sabatina na CAE do Senado para o cargo de presidente da CVM | Geraldo Magela/Agência Senado
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, exonerou seis superintendentes e promoveu mudanças na Superintendência-Geral da autarquia ao assumir oficialmente o comando do órgão nesta segunda-feira (8).
Segundo comunicado da CVM, a reestruturação faz parte do início de uma gestão voltada à ampliação das capacidades institucionais e tecnológicas da comissão. A autarquia também afirmou que as alterações concentram-se em áreas que não atuam diretamente na fiscalização do mercado de capitais.
Foram atingidas:
- a Superintendência Seccional de Desenvolvimento e Modernização Institucional;
- a Superintendência Administrativo-Financeira;
- a Superintendência de Desenvolvimento de Inteligência;
- a Superintendência de Planejamento e Inovação;
- a Superintendência de Tecnologia da Informação; e
- a área de Análise Econômica, Gestão de Riscos e Integridade.
Em nota, Otto Lobo afirmou que a decisão foi tomada após uma análise do funcionamento da autarquia e da necessidade de renovar a liderança de setores considerados estratégicos.
“A CVM tem um corpo técnico qualificado e comprometido. O que estou fazendo é reorganizar a liderança para que esse potencial se converta em resultados concretos para o mercado e para os investidores”, disse.
Os nomes dos novos titulares das superintendências ainda não foram divulgados.
Os superintendentes da CVM ocupam funções de confiança indicadas diretamente pelo presidente da autarquia e são responsáveis pela coordenação de áreas ligadas à administração interna e às atividades de supervisão, regulamentação e fiscalização do mercado de capitais.
Quem é Otto Lobo
Integrante da diretoria da CVM desde 2022, Otto Lobo foi indicado ao cargo pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Em julho de 2025, assumiu interinamente a presidência da autarquia após a saída de João Pedro Nascimento, permanecendo na função até dezembro daquele ano.
Sua gestão interina foi marcada por questionamentos relacionados a decisões da CVM envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
Apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) investigam se deliberações da autarquia podem ter beneficiado o banco ou comprometido o avanço de análises sobre denúncias encaminhadas ao órgão.
Lobo nega irregularidades e afirma que todas as decisões foram tomadas com base em critérios técnicos e dentro das atribuições legais da CVM.
Em janeiro de 2026, ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar definitivamente a comissão. Após aprovação pelo Senado, assumiu um mandato tampão que se estenderá até julho de 2027.















