Economia

Bolsas asiáticas abrem em queda após tarifas de 104% dos EUA sobre a China

Efeito também foi sentido no mercado norte-americano, que teve o quarto dia consecutivo de baixa

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Camila Stucaluc
09/04/2025, 05:10 • Atualizado em 09/04/2025, 05:10
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Bolsas asiáticas abriram em queda nesta quarta-feira (9) | Pexels

Bolsas asiáticas abriram em queda nesta quarta-feira (9) | Pexels

As principais bolsas de valores asiáticas abriram em queda, mais uma vez, nesta quarta-feira (9). O efeito foi desencadeado pela imposição de uma tarifa adicional pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos chineses, acumulando 104% em taxas.

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A tarifa adicional entrou em vigor depois que a China se recusou a suspender a taxação retaliatória de 34% sobre produtos importados dos Estados Unidos. Trump havia estipulado até 13h de terça-feira (8) como prazo para Pequim retirar as tarifas, mas recebeu uma dura resposta do país. “Se os Estados Unidos insistirem nesse caminho, a China lutará até o fim”, disse o governo chinês.

Como consequência, o índice CSI300 da China abriu em queda de 1,2%, enquanto o índice de referência Hang Seng, de Hong Kong, caía 1,8%. No mercado japonês, o índice Nikkei registrou queda de 3,9% antes de se estabilizar, caindo 2,7% horas depois. Já na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 0,6%.

O tarifaço também repercutiu no mercado norte-americano, que encerrou a terça-feira (8) em queda pelo quarto dia consecutivo desde o anúncio de Trump, na última semana. O índice Dow Jones, por exemplo, registrou queda de 0,84%, fechando aos 37.645,59 pontos, e o S&P 500 recuou 1,57%, aos 4.982,77 pontos. O Nasdaq teve a maior desvalorização do dia, caindo 2,15%, aos 15.267,91 pontos.

Possíveis negociações

Apesar do aumento de tom na guerra comercial, Trump disse acreditar que a China “vai aceitar um acordo em algum momento”. “Tem que dar o braço a torcer. Eles estão manipulando a moeda hoje como uma forma de compensar as tarifas”, disse o presidente norte-americano.

A possibilidade, no entanto, foi rejeitada por Pequim, que classificou as “tarifas recíprocas” dos Estados Unidos sobre o país como “completamente infundadas” e “um exemplo típico de intimidação unilateral”. Em nota, o Ministério do Comércio defendeu as contramedidas já implementadas e ressaltou que “pressão e ameaças” não são a abordagem adequada para lidar com o país.

“A ameaça dos EUA de aumentar as tarifas é duplamente errônea, expondo mais uma vez sua natureza extorsiva. A China rejeita firmemente tais ações. Se os EUA persistirem nesse curso imprudente, a China responderá resolutamente até o fim”, disse a pasta. “A China reitera que as guerras comerciais não produzem vencedores e o protecionismo não oferece um caminho a seguir. Instamos os EUA a retificar imediatamente suas ações errôneas e trabalhar com a China para resolver as diferenças por meio de um diálogo equitativo baseado no respeito mútuo”, acrescentou.

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