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Banco Central dos EUA eleva os juros em 0,25 ponto percentual

Decisão veio dentro das expectativas e reduz o ritmo do aperto; últimas 5 altas foram superiores a 0,50 pp

Banco Central dos EUA eleva os juros em 0,25 ponto percentual
Juros americanos
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O Comitê de Mercado Aberto (FOMC - na sigla em inglês ) do Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve - Fed) decidiu elevar a taxa de juros referencial  vigente no país em 0,25 ponto percentual. 

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O documento emitido pelo Fed após a decisão menciona o crescimento " modesto do gasto [consumo] e produção". Outro elemento que integra a análise da autoridade monetária diz respeito aos ritmo de recuperação de empregos nos últimos meses, classificado como robusto. A taxa de desemprego permaneceu baixa, diz ainda o comunicado. E a inflação permanece elevada, apesar de ter reduzido um pouco o ritmo da alta de preços. 

Ainda no pronunciamento do Fed, é citada a Guerra na Ucrânia como fator gerador de " enormes dificuldades humanas e econômicas e está contribuindo para aumentar a incerteza global". Este pormenor é lido pelos analistas como o risco de uma recessão global ainda no horizonte. 

O Federal Reserve afirma que permanecerá atento e focado em reconduzir a inflação para a meta de 2% no longo prazo; de modo a perseguir igualmente o máximo de geração de empregos possível e a inflação mais reduzida. Textualmente, o comunicado diz que " O Comitê prevê que aumentos contínuos serão apropriados para atingir uma postura de política que seja suficientemente restritiva para retornar a imflação para 2% ao longo do tempo. O Comitê diz ainda que estará preparado para ajustar a orientação da política monetária se surgirem riscos. 

Repercussões do Fed

"Em outras palavras, a inflação está afrouxando em alguma medida de acordo com os membros do Fomc. Contudo, a atividade tem dados sinais de fraqueza, haja visto que a probabilidade de recessão nos EUA não para de subir, sugerindo que a autoridade, em curso da dependência dos dados para decisão, não alongará muito esse ciclo.", analisa o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez. 

A economista chefe da Tenax Capital avaliou principalmente o pronunciamento do presidente do Federal Reserve, Jérome Powell, feito após a decisão. 

"Powell falou em algumas oportunidades sobre o cenário de pouso suave. De fato, desde dezembro, os dados vieram nessa direção, com moderação do consumo, desaceleração da inflação, contração do setor imobiliário e sustentação do mercado de trabalho. O cenário de pouso suave é, certamente, o mais favorável para os preços de ativos de risco. Powell comentou até sobre como o comitê contemplará o cenário de corte de juros no caso de queda da inflação mais intensa que o antecipada nesse momento" . 

Na nossa visão, o Fed entregará mais uma alta de juros em março, encerrando o ciclo de alta de juros. Caso inflação e salários venham mais pressionados nas próximas apurações, maio também pode ser um mês de alta de juros, mas esse não é nosso cenário base. As taxas devem permanecer um período extenso nesse patamar para que se consolide a convergência da inflação para a meta de 2% - Debora Nogueira, Tenax Capital

Em Nova York as bolsas fecharam no azul. 

- Dow Jones + 0,15%

- S&P 500 + 1,10%

- Nasdaq + 1,97%

O Ibovespa teve fechamento em  -1,2% aos 112.073 pontos. Vale ressaltar que muito do humor do mercado se traduz em expectativa pela decisão do Copom sobre a política monetária. A decisão de manter a taxa em 13,75% só saiu depois do encerramento do pregão no dia. A repercussão deve se dar na sessão desta quinta-feira (02.fev). 

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