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Polícia prende chefe de quadrilha que roubou R$ 10 milhões de empresa em SP

Homem é um dos principais articuladores de uma nova modalidade de crime: o roubo digital

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A polícia prendeu, nesta 5ª feira (16.mar), o chefe de uma quadrilha responsável por um roubo milionário, em São Paulo. Segundo a investigação, o homem é um dos principais articuladores de uma nova modalidade de crime: o roubo digital.

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A câmera de segurança instalada pelo criminoso, no poste da rua, gravou a chegada dos policiais civis. Eram 6h24 da manhã. Com mandados de prisão e de busca e apreensão, os investigadores arrombaram o portão da garagem.

O alvo era Pablo Santana de Paiva, o mentor intelectual de um roubo milionário a uma empresa, em agosto do ano passado. O suspeito, segundo a polícia, coordenou a ação que terminou com a transferência de R$10,7 milhões para 87 contas usadas pelos bandidos.

A quadrilha alugou uma sala no mesmo prédio, na zona sul de São Paulo. Dois assaltantes com distintivos da Polícia Civil invadiram o escritório. Eles fizeram cinco reféns e obrigaram os responsáveis pela administração do dinheiro a fazerem as transferências. Pablo acompanhou tudo do lado de fora.

"Ele tem envolvimento tanto na locação da sala, porque ele teria fornecido o valor pra pagar a caução, e ele também estaria envolvido na execução com o fornecimento do veículo que foi utilizado com a placa que foi colocada", diz o delegado Rogerio Barbosa Tomas.

Na casa de Pablo, os policiais encontraram placas de carros, roupas da polícia e os distintivos usados no roubo. Adesivos dos correios, prontos para serem colocados em um carro, também foram apreendidos.

Este tipo de crime, que vem sendo chamado de roubo digital, é uma nova modalidade que chegou pra ficar. Os assaltos a bancos, por exemplo, também já acontecem desta forma.

Os ladrões invadem agências e obrigam os gerentes a transferir o dinheiro para os "conteiros", como são chamados os criminosos que emprestam contas correntes.

Em 2021, aconteceram dois casos assim, no estado de São Paulo. Em 2022, foram quatro. Este ano, já houve uma tentativa de roubo a uma agência da mesma forma. Em todos os casos, os criminosos foram identificados.

Este tipo de crime depende da participação dos "conteiros". No caso do roubo milionário à empresa, no ano passado, a Justiça decidiu manter na cadeia 37 pessoas que emprestaram as contas.

"A participação deles é fundamental pro sucesso do crime, se não tiver as contas esse dinheiro não tem como voltar", diz o delegado.

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