Alemães defendem fim da guerra, mas criticam envio de armas à Ucrânia
Manifestantes defenderam que ajuda militar pode aproximar mundo da Terceira Guerra Mundial

Camila Stucaluc
Mais de 10 mil pessoas foram às ruas de Berlim, neste sábado (25.fev), para protestar contra o envio de armas da Alemanha à Ucrânia. A ação, que também defende o fim da guerra, acontece um dia após o conflito completar um ano, momento em que o governo local garantiu o fornecimento de novos pacotes militares à Kiev.
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"Apelamos ao chanceler para que ponha termo à escalada das entregas de armas. Ele deve liderar uma forte aliança para um cessar-fogo e negociações de paz nos níveis alemão e europeu. Cada dia perdido custa até 1.000 vidas a mais e nos aproxima de uma Terceira Guerra Mundial", disseram os organizadores do protesto, em comunicado.
O protesto resultou na mobilização de 1,4 mil funcionários da segurança pública para garantir a ordem, bem como proibir a movimentação de bandeiras, canções e símbolos russos e soviéticos. Pelas ruas, os manifestantes gritavam "não à guerra: tropas russas fora da Ucrânia, não à intervenção da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]".
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? Martin-BW (@MartinBW15) February 25, 2023
Original-#Livestream: https://t.co/7f0LQDmykH#Aufzug vom Potsdamer Platz aus. #AufDemWegInDenFrieden #FriedenIstfuerALLEda#Frieden #??? #peace pic.twitter.com/4GhiuT3tKS
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Juntamente com os Estados Unidos, a Alemanha tem sido um dos maiores fornecedores de armas para a Ucrânia. Na 6ª feira (24.fev), por exemplo, a Casa Branca anunciou o envio de drones, munições, canhões e sistemas de foguete ao país, além de implementar sanções contra 200 indivíduos e entidades russas e que apoiam Moscou.









