Polícia prende suspeito de chefiar quadrilha de assalto a bancos
Ele foi detido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

SBT Brasil
A polícia do Rio de Janeiro prendeu o suspeito de chefiar uma quadrilha de assalto a bancos. Para burlar o detector de metais, os criminosos usavam simulacros de armas para entrar nas agências. E uma vez lá dentro, tomavam as armas dos vigias para concluir o roubo.
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Na imagem da câmera de segurança de uma das agências, em Ramos, na zona norte do Rio, clientes aguardam atendimento. Inclusive uma mãe com o bebê no colo. A espera se transforma em desespero quando um tiroteio começa. Todos correm, assustados. Alguns se jogam no chão. Em seguida, aparecem os vigilantes, com a arma em punho. Eles haviam acabado de atirar contra os bandidos. Um dos criminosos foi morto. O restante da quadrilha conseguiu fugir.
Nesta 6ª feira, a Polícia Civil prendeu, em uma comunidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Rafael Alexandre Pereira da Silva, apontado como chefe da quadrilha. Câmeras de segurança flagraram a ação dos criminosos em outra ação, em junho deste ano.
Eles assaltaram uma agência na Penha, também na zona norte. Uma mulher entra e se mistura aos clientes. Ela faz parte do bando. Outros dois criminosos também passam pela porta. Eles rendem o vigilante e pegam a arma dele. Rafael é o último a entrar. Ele leva o gerente até o cofre e rouba todo o dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, o bando agia sempre da mesma forma. Um dos criminosos entrava primeiro no banco, se passando por cliente. O objetivo era verificar o número de seguranças e identificar o gerente, com acesso ao cofre. A partir daí, o bandido passava uma mensagem para o celular dos comparsas, que inciavam o assalto sem despertar suspeita.
"Eles ingressavam na agência bancária portando um simulacro de arma de fogo, com esse simulacro rendiam o segurança e tomavam o armamento do segurança e passavam a executar o roubo com o armamento do próprio vigilante, indo até o cofre principal e dali roubavam todos os valores encontrados", pontuou o delegado Luiz Henrique Marques.
As armas falsas passavam pelo detector de metais e não travavam a porta giratória. A polícia, agora, está atrás dos outros integrantes da quadrilha.
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