Júri absolve PMs acusados de matar jovem rendido em SP
Jurados reconheceram o crime e a autoria dos disparos, mas absolveram os policiais acusados de matar Igor Oliveira, de 24 anos, em julho de 2025
Antonio Souza, Agência SBT
Igor Oliveira, de 24 anos, estava rendido e foi morto pelos PM's durante operação e 10 de julho de 2025 | Reprodução
O Tribunal do Júri absolveu, nesta quinta-feira (30), os policiais militares Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, acusados de matar Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, que estava rendido no momento da ação, durante uma operação na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, em julho de 2025.
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O julgamento foi realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital, e terminou no terceiro dia de sessões.
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Segundo a sentença, os jurados reconheceram que o crime ocorreu e que os dois policiais foram os responsáveis pelos disparos. Mesmo assim, responderam “sim” ao quesito absolutório, que levou à absolvição dos réus.
🔍"O quesito absolutório é a pergunta feita aos jurados para saber se eles desejam absolver o réu. Essa pergunta ocorre depois que os jurados reconhecem que o crime aconteceu e que o réu foi seu autor ou participou dele. Ainda assim, eles podem decidir pela absolvição por qualquer motivo, inclusive por clemência ou por sua convicção pessoal, mesmo entendendo que o réu praticou o fato."
Com a decisão, a juíza Luiza Torggler Silva rejeitou o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público de São Paulo e determinou a soltura dos policiais. Eles estavam presos no Presídio Romão Gomes.
MPSP acusou policiais de agir em conjunto
De acordo com a acusação, Renato e Robson, integrantes da Rocam do 16º Batalhão da Polícia Militar, agiram juntos e tiveram a intenção de matar Igor.
O Ministério Público afirma que Renato atirou com uma pistola e, em seguida, Robson disparou uma espingarda contra o jovem.
Os policiais Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus também participaram da abordagem e atiraram no cômodo onde Igor foi morto. Para o MPSP, os dois deram “auxílio moral e material” aos responsáveis pelos disparos.
Hugo e Victor respondem ao processo em liberdade e ainda serão julgados. O processo contra eles foi separado do julgamento realizado nesta semana.
Relembre o caso
Igor foi morto em 10 de julho de 2025, durante uma operação policial em Paraisópolis. A ação ocorreu após uma denúncia anônima sobre tráfico de drogas em um endereço da comunidade.
Segundo a Polícia Militar, os agentes chegaram ao local e encontraram quatro suspeitos tentando fugir. O grupo entrou em uma residência e foi abordado pelos policiais.
Na denúncia, o Ministério Público afirmou que os quatro agentes agiram em conjunto durante a abordagem que terminou com a morte de Igor.
O jovem não tinha antecedentes criminais como adulto, mas possuía registros de atos infracionais relacionados a roubo e tráfico de drogas.
Júri absolve PMs acusados de matar jovem rendido em SPJurados reconheceram o crime e a autoria dos disparos, mas absolveram os policiais acusados de matar Igor Oliveira, de 24 anos, em julho de 2025
Brasil2026-07-31T04:15:37.136ZO Tribunal do Júri absolveu, nesta quinta-feira (30), os policiais militares Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, , que estava rendido no momento da ação, durante uma operação na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, em julho de 2025. O julgamento foi realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital, e terminou no terceiro dia de sessões. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo a sentença, os jurados reconheceram que o crime ocorreu e que os dois policiais foram os responsáveis pelos disparos. Mesmo assim, responderam “sim” ao quesito absolutório, que levou à absolvição dos réus. 🔍"O é a pergunta feita aos jurados para saber se eles desejam absolver o réu. Essa pergunta ocorre depois que os jurados reconhecem que o crime aconteceu e que o réu foi seu autor ou participou dele. Ainda assim, eles podem decidir pela absolvição por qualquer motivo, inclusive por clemência ou por sua convicção pessoal, mesmo entendendo que o réu praticou o fato." Com a decisão, a juíza Luiza Torggler Silva rejeitou o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público de São Paulo e determinou a soltura dos policiais. Eles estavam presos no Presídio Romão Gomes. MPSP acusou policiais de agir em conjunto De acordo com a acusação, Renato e Robson, integrantes da Rocam do 16º Batalhão da Polícia Militar, agiram juntos e tiveram a intenção de matar Igor. O Ministério Público afirma que Renato atirou com uma pistola e, em seguida, Robson disparou uma espingarda contra o jovem. Os policiais Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus também participaram da abordagem e atiraram no cômodo onde Igor foi morto. Para o MPSP, os dois deram “auxílio moral e material” aos responsáveis pelos disparos. Hugo e Victor respondem ao processo em liberdade e ainda serão julgados. O processo contra eles foi separado do julgamento realizado nesta semana. Relembre o caso Igor foi morto em 10 de julho de 2025, durante uma operação policial em Paraisópolis. A ação ocorreu após uma denúncia anônima sobre tráfico de drogas em um endereço da comunidade. Segundo a Polícia Militar, os agentes chegaram ao local e encontraram quatro suspeitos tentando fugir. O grupo entrou em uma residência e foi abordado pelos policiais. Na denúncia, o Ministério Público afirmou que os quatro agentes agiram em conjunto durante a abordagem que terminou com a morte de Igor. O jovem não tinha antecedentes criminais como adulto, mas possuía registros de atos infracionais relacionados a roubo e tráfico de drogas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/juri-absolve-p-ms-acusados-de-matar-jovem-rendido-em-sp
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