Brasil

Crianças enfrentam 5 vezes mais dias de calor extremo — e isso pode prejudicar a saúde; entenda

Comparação foi feita entre 2020 e 2024 e a década de 1970 pela Unicef; mulheres grávidas também podem ser impactadas

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Wagner Lauria Jr.
23/09/2024, 19:16 • Atualizado em 24/09/2024, 02:57
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Exposição ao sol pode ser nocivo à saúde | Freepik

Exposição ao sol pode ser nocivo à saúde | Freepik

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Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado nesta segunda-feira (23), revela que as crianças brasileiras enfrentam atualmente cinco vezes mais dias de calor extremo em comparação àquelas da década de 1970.

O levantamento compara dados dos anos 1970 e do período de 2020 a 2024, apontando um aumento significativo nos dias com temperaturas superiores a 35°C. Na década de 1970, a média era de 4,9 dias por ano; já em 2020, esse número saltou para 26,6 dias.

Consequências para a saúde

Segundo o estudo, o calor excessivo provoca estresse térmico, colocando em risco a saúde e o bem-estar, não apenas das crianças, mas também de mulheres grávidas. Entre os impactos estão a desnutrição infantil e uma maior vulnerabilidade a doenças como malária e dengue.

O estudo faz um alerta para a necessidade urgente de lideranças municipais investirem em políticas voltadas à resiliência climática e à proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

O relatório também destaca o aumento de ondas de calor, caracterizadas por três ou mais dias consecutivos com temperaturas máximas 10% acima da média local. Esses eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e queimadas, afetam com mais intensidade crianças e adolescentes, que sofrem as consequências por períodos mais longos.

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