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Castro nomeia aliado de Bolsonaro para a Secretaria de Segurança do RJ

Delegado Victor Santos, que dirigiu a PF no DF na gestão do ex-presidente, assume a pasta recriada pelo governador do Rio de Janeiro

Castro nomeia aliado de Bolsonaro para a Secretaria de Segurança do RJ
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), recriou a secretária de Segurança Pública do Estado e nomeou o delegado da Polícia Federal Victor Cesar Carvalho dos Santos. 

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O delegado aposentado da PF foi superintendente em Brasília no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Victor Santos é do Rio, comandou a área de combate ao tráfico da PF no estado, foi da Corregedoria e atuou no planejamento da segurança da visita do Papa Francisco, em 2013. Teve também uma empresa de segurança privada, a BSA -- da qual se desvinculou nos últimos anos. 

A recriação da Secretaria de Segurança Pública no Rio -- extinta em 2019 -- foi bem recebida no Ministério da Justiça e Segurança Pública, que atua no estado. Na época , a pasta foi transformada em Secretaria de Estado da Polícia Civil e Secretaria de Estado da Polícia Militar.

Passado
O novo secretário do Rio já teve o nome envolvido em investigações contra Bolsonaro. Um deles foi o inquérito da PF que teve como alvo o ex-presidente pela live feita na internet, em agosto de 2021, em que foram divulgados dados, sem provas, de supostas fraudes nas  urnas eletrônicas. 

As suspeitas eram que Santos teria passado informações sigilosas para a produção da live presidencial. Os dados eram de um inquérito da PF, que apurou denúncia feita por um partido, mas que não conseguiu apontar os supostos problemas

A pedido do TSE, Bolsonaro passou a ser investigado pela PF nos inquéritos das fake news, abertos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O caso foi um dos elementos do processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que condenou Bolsonaro à inelegibilidade, por aviso de poder.

Ouvido pela PF na época, Victor Santos negou irregularidades e também declarou não ter encontrado problemas nas urnas -- o que foi afirmado pelo ex-presidente na live e outros eventos.

Rei Arthur
Santos também teve o nome citado em investigações do Ministério Público do Rio, que tinham como alvos o delegado da Polícia Civil fluminense Ângelo Ribeiro e o empresário Arthur Soares, o "Rei Arthur".

Santos apareceu em conversas com Ribeiro sobre intermediação de contratos milionários da saúde com empresas privadas e pessoas investigadas por desvios, como o ex-secretário da Saúde do Rio Sérgio Côrtes - preso e condenado na Lava Jato, com o ex-governador Sérgio Cabral.

"Foi recuperado um longo chat de conversa de Ângelo Ribeiro com um interlocutor de prenome Victor, no qual eles falam do envolvimento de ambos em variados negócios, inclusive nas áreas de saúde e segurança privada, envolvendo grandes empresas", registra documento assinado pelos seis promotores do Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

+ Chefe da PF no Distrito Federal atuou em negócio de acusado no Rio

"Esse tipo de envolvimento no meio empresarial mostra-se absolutamente incompatível com o exercício das funções policiais. Os dois interlocutores, ambos autoridades policiais, conversam sobre participação em negócios variados, inclusive com empresários e agentes públicos investigados pelo Ministério Público e pelas próprias polícias Federal e Civil no Rio de Janeiro."

O novo secretário não figurou como alvo da investigação de propina do Rei Arthur para Ribeiro.
 

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