Brasil

Síndrome de Burnout é uma das principais causas de afastamento do trabalho

Quase 90% das empresas do Brasil registraram funcionários afastados por saúde mental em 2023

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Amanda Garcia
30/09/2023, 23:25 • Atualizado em 31/10/2023, 23:42
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Um levantamento feito por uma plataforma digital de saúde revelou que 87% das empresas do Brasil registraram funcionários afastados por doenças mentais em 2023. De acordo com o estudo, a ansiedade, com 51%, é o transtorno que mais afastou pessoas do trabalho. Em seguida, aparecem depressão,17%; estresse, 16%; e síndrome de burnout, 14%.

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A pesquisa foi feita com gestores e profissionais de recursos humanos de 767 instituições que participaram do Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (Conarh), considerado como o maior evento de gestão de pessoas da América Latina, nos dias 8, 9 e 10 de agosto.

O psicólogo Vitor Friary, especializado em Terapia Cognitiva Comportamental, explica que o burnout é um estado de esgotamento, uma exaustão muito intensa, tanto física quanto emocional e mental. Ele ainda esclarece que, em geral, isso acontece quando a pessoa, por exemplo, ela está sob uma demanda muito grande, ou ela trabalha, por exemplo, em um ambiente onde tem altas expectativas de desempenho e ela se sente incapaz.

Os sintomas típicos que podem ser considerados como sinais de alerta do burnout são: a recorrência no cansaço, a vontade de faltar o trabalho, pensamentos mais pessimistas, perda de prazer em reuniões e tarefas do dia a dia, problemas de sono, e emoções como impaciência, irritabilidade e desinteresse frequente.

Esta realidade se reflete nos dados do Ministério da Previdência Social. O número de afastamentos do trabalho por burnout aumentou 73% em 2022 (730), em comparação com 2019 (422), antes da crise sanitária do coronavírus.

Segundo os especialistas, o principal erro das empresas é pensar só na produtividade do funcionário. É preciso entender como cada um lida com o ambiente, com outros colegas e as demandas de trabalho no dia a dia. Essa questão ficou mais evidente depois da pandemia.

De acordo com Friary, os empregadores estão com uma expectativa muito alta dos colaboradores, para poder performar melhor e produzir mais trabalho, e isso também coloca as pessoas numa situação de maior vulnerabilidade. É preciso implementar estratégias eficazes de redução do estresse e um plano de ação para aumentar a resiliência emocional. Por exemplo, definindo horários para focar em trabalho e horário para a vida pessoal. Atividades de autocuidado, relaxamento e que produzam alegria também são importantes. Pedir ajuda, delegar tarefas, e trabalhar em equipe são igualmente estratégias eficazes no combate do burnout.

É importante destacar que, uma vez que a pessoa reconheça que está tendo sinais Síndrome de Burnout, ela deve buscar uma ajuda profissional.

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