Mudanças nos aeroportos do Rio passarão a valer em 2024
Santos Dummont vai operar voos apenas para São Paulo

Mateus Koelzer
O Aeroporto Santos Dummont vai operar voos apenas para São Paulo e Brasília. A medida faz parte de um projeto para recuperar o Galeão, o segundo maior aeroporto do país. A mudança passará a valer a partir de janeiro de 2024.
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A negociação era um compromisso de campanha eleitoral do governo Lula no Rio de Janeiro. O acordo para retirar operações do Aeroporto Santos Dummont e levar voos para o Galeão foi anunciado com entusiasmo pelo prefeito Eduardo Paes.
"O aeroporto internacional do Rio de Janeiro volta a receber os voos domésticos que sempre teve, o que permite que o Galeão seja um hub internacional. [...] O Rio é uma cidade que precisa de um aeroporto internacional, é uma porta de entrada do Brasil. Não afeta só o passageiro, mas as cargas", afirmou o prefeito.
O governador Claudio Castro também comemorou a medida: "Eu fiquei muito feliz do prefeito Eduardo Paes ter conseguido essa vitória, ele conseguiu nosso pleito total. Nós não temos dúvida de que esse é o caminho em que todos nós concordamos para salvar o Galeão".
A medida é uma esperança de reverter o prejuízo do Aeroporto do Galeão. Nos últimos 8 anos, a queda no número de passageiros foi de mais de 60%. De 17 milhões de pessoas em 2014, a 5,9 milhões em 2022. Enquanto isso, o Santos Dummont esteve operando acima da capacidade.
O Aeroporto Santos Dummont fica na divisa entre o centro e a zona sul e facilita os acessos, com as pistas em frente ao Pão de Açúcar. Por outro lado, o congestionamento, as filas de espera e os atrasos causam transtornos. Por isso, a medida divide opiniões de cariocas e turistas.
Para o mestre em transportes pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Marcus Quintella, a medida envolve outros interesses que devem ser ouvidos.
"É uma medida bastante controvertida, que as companhias aéreas deverão se pronunciar, porque ainda não estão colocando suas posições, então é muito importante ouvir as companhias aéreas também", explica Quintella.
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