Brasil

2024 deve ser o ano com maior número de queimadas da última década

De acordo com dados do Inpe já são 208 mil focos de incêndio até setembro; mês teve crescimento de 311% em relação a 2023

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Warley Júnior
30/09/2024, 16:41 • Atualizado em 30/09/2024, 16:41
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Queimadas em setembro é 30% maior que a média mensal | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Queimadas em setembro é 30% maior que a média mensal | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ano de 2024 dever ser o maior em número de queimadas da última década, revelou o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além disso, os incêndios registrados em setembro estão 30% acima da média histórica, registrada desde 1998 e 311% maiores do que o mesmo período de 2023.

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As queimadas do mês de setembro já atingiram a marca de 80 mil focos de incêndios. Em 2024, até setembro 208 mil focos. Já em 2010, foram registrados 319 mil.

Região Centro-Oeste lidera os aumentos

O levantamento do Inpe aponta crescimento nas queimadas em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste. Três áreas se destacam: Mato Grosso do Sul, com um aumento de 601% e 11.990 focos; o Distrito Federal, com 269%, apesar de ter registrado apenas 318 focos; e Mato Grosso, com 217% de aumento e 45 mil focos, se tornando o estado com mais queimadas no país em 2024, ultrapassando o Pará. Só em setembro, Mato Grosso foi responsável por quase 24% das queimadas no Brasil, com 19.439 focos. O Pará também registrou muitos focos: 17.297, o que representa 21% do total.

Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro, ambos na região Sudeste, tiveram grandes aumentos. O crescimento para os paulistas foi de 428% em setembro, com 7.855 focos, enquanto o estado fluminense registrou um aumento de 184%, com 1.074 focos.

Em São Paulo, a maior parte das queimadas ocorreu em setembro, com 2.445 focos, representando 3% do total nacional. Nas últimas 48 horas, o estado registrou 65 focos ativos, segundo o Inpe. A Defesa Civil informou que quatro cidades tiveram queimadas no domingo (29), incluindo Luiz Antônio, na região de Ribeirão Preto, onde o combate se concentra na Estação Ecológica do Jataí. Nesse local, 133 agentes estão atuando com a ajuda de 42 veículos e seis aeronaves.

Desde o início das medições, o Brasil registrou mais de 300 mil focos de queimadas em seis anos: 2002, 2003, 2004, 2005, 2007 e 2010. Em 2024, o país está caminhando para voltar a esse patamar. Até agora, foram registrados 208 mil focos, ficando atrás apenas de 2020, com 222.797 focos, e 2015, com 216.778, levando em consideração só os últimos dez anos.

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