O assassinato de Rafael Winques, de 11 anos, reascendeu as suspeitas sobre o óbito do pai do menino. Há treze anos, José Dougokenski foi encontrado enforcado em casa, em Farroupilha, na Serra Gaúcha. Apesar do inquérito concluir que ele se matou, a família nunca acreditou nesta hipótese.
Um perito particular contratado, Eduardo Llanos, analisou os laudos de ambas as mortes. "É possível constatar inicialmente, mas de forma técnica de que nós estamos diante da simulação de um suicídio. Ou seja, de um homicídio por estrangulamento. A perícia não encontrou elemento que supostamente teria cortado a corda e não determinou onde ele subiu para alcançar a viga".
Na época, Alexandra relatou que encontrou o marido enforcado e cortou a corda. Para o perito, as marcas no pescoço e no corpo indicam que José morreu deitado.
"Se sentir a possível existência de alguma prova nova, ele postulara ao poder judiciário o desarquivamento daquela antiga investigação e poderá então dependendo do conjunto probatório até então reapresentado, solicitar novas diligências ou ate mesmo efetuar alguma denúncia caso já tenha alguma prova nova", afirma Marcelo Tubino, promotor de justiça.
Em nota, o Instituto Geral de Perícias (Igp) disse que não se manifesta sobre trabalhos de terceiros. O IGP afirma que o laudo da morte de José Dougokenski e a investigação da polícia, na época, concluíram que se tratava de suicídio. A defesa de Alexandra nega qualquer envolvimento dela na morte de do ex-esposo.