Política

Viana defende delação completa de Vorcaro: "Ou faz completa ou não será aceita"

Presidente da CPMI do INSS afirmou que apenas colaboração integral do ex-banqueiro pode ajudar a esclarecer dimensão do caso

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Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a fraude bilionária no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu a delação premiada “completa” de Daniel Vorcaro. Segundo ele, apenas uma colaboração integral do ex-banqueiro pode ajudar a identificar autoridades envolvidas no caso.

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“Ou ele faz uma delação completa, ou essa delação não vai ser aceita. Porque o princípio básico é, ele tem que apresentar dados novos que a investigação não tenha. A defesa pode até tentar fazer uma seleção de informações, não vai ser aceito. Delação tem que ser completa. E eu espero que ele fale, que revele quem eram todos os contatos no Congresso, no Supremo, onde for, para que a gente possa combater essa corrupção no Brasil”, disse.

A declaração de Viana ocorreu pouco tempo após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a transferência de Vorcaro para a Polícia Federal, num movimento visto como etapa prévia para a negociação de um acordo de delação premiada. O ex-banqueiro está preso desde o início de março, investigado por liderar um esquema de fraudes no Banco Master.

Para Viana, o acordo pode ajudar a esclarecer a dimensão do caso. “Ele tem uma contribuição muito grande ao país ao revelar todos os contatos que tinha e como chegou a esse escândalo bilionário. Foi com ajuda de políticos? De ministros? O país precisa saber quem são os personagens dessa história. Ele não poderia se manter no poder de bancos funcionando se não tivesse ajuda de autoridades. É como toda a quadrilha do INSS”, disse o senador.

O parlamentar acrescentou que, caso tente fazer uma delação seletiva, Mendonça não aceitará o acordo. “Ou ele conta tudo ou vai enfrentar um processo que pode levar a uma condenação que não será pequena. Agora é a gora da gente combater esse [escândalo de corrupção]. E eu espero com sinceridade que a gente saiba quem são todos esses personagens envolvidos”, finalizou.

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