PF derruba vídeos que incentivavam violência contra mulheres nas redes sociais
Conteúdos mostravam jovens simulando agressões contra manequins que representavam mulheres em casos de pedidos de casamento recusados


SBT News
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar conteúdos que incitavam violência contra mulheres em perfis de redes sociais. A apuração teve início após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
De acordo com a PF, os vídeos foram reportados para as plataformas e removidos. Ao menos quatro perfis foram identificados pela AGU.
Nas publicações, jovens simulam chutes, socos e esfaqueando manequins que representam mulheres, como sugestões de reação em casos de pedidos de casamento recusados. “Treinando caso ela diga não”, diz um dos textos.
“A vítima, nesse contexto, é a coletividade feminina, atingida em sua condição de sujeito de direitos fundamentais, sobretudo quando o conteúdo divulgado assume a forma de incitação à prática de crimes ou de apologia de fatos criminosos, enquadráveis, em tese, como crimes contra a paz pública”, diz Raphael Ramos, procurador nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD).
Esse tipo de conteúdo pode configurar crimes como ameaça, perseguição, violência psicológica e incitação ao crime, além de possíveis enquadramentos ligados à violência de gênero.
Pedido ao MP
O deputado Pedro Campos (PSD-PE) pediu investigação do Ministério Público sobre os conteúdos que fazem apologia à violência contra mulheres nas redes sociais.
A solicitação foi protocolada nesta segunda-feira (9) na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
“A atuação do Ministério Público é fundamental para investigar a autoria desses conteúdos, requisitar informações às plataformas digitais e responsabilizar eventuais envolvidos, para que esse tipo de prática não seja tratado como algo banal nas redes sociais”, afirmou Pedro Campos.
“Em pleno mês dedicado à luta pelos direitos das mulheres e em meio ao cenário estarrecedor de feminicídio que assola o país, é inaceitável que redes sociais permitam a veiculação de vídeos que estimulam a cultura de ódio às mulheres e fazem apologia a crimes graves”, protestou o deputado.









