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Rubio diz que Cuba aceitou oferta de US$ 100 milhões dos EUA

País do Caribe não se manifesta; secretário de Estado norte-americano responsabilizou líderes cubanos pela escassez de eletricidade na ilha

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Cuba aceitou uma oferta dos EUA de US$ 100 milhões em ajuda humanitária | REUTERS/Brendan Smialowski
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Cuba aceitou uma oferta dos Estados Unidos de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 502 milhões) em ajuda humanitária, segundo o secretário de Estado Marco Rubio nesta quinta-feira (21), segundo a agência Reuters. Cuba ainda não se manifestou.

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Em vídeo publicado nas redes sociais no dia anterior, Rubio prometeu uma “nova relação” entre os dois países e responsabilizou os líderes cubanos pela escassez de eletricidade, alimentos e combustíveis na ilha.

"A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou alimentos é porque aqueles que controlam seu país saquearam bilhões de dólares", afirmou Rubio.

Durante o vídeo, em espanhol, ele afirmou que o valor seria destinado à "assistência direta ao povo cubano" e distribuído com o apoio da Igreja Católica e de outras organizações humanitárias consideradas confiáveis. A ajuda seria voltada à compra de itens básicos, como alimentos e medicamentos.

"Estamos oferecendo ajuda não apenas para aliviar a crise atual, mas também para construir um futuro melhor”, disse.

Cuba reage e acusa EUA de agressão

A gravação foi criticada pelo governo cubano. A embaixada de Cuba nos Estados Unidos afirmou que as falas de Rubio e as ações dos Estados Unidos promovem uma política de agressão contra a ilha.

"O secretário de Estado mente repetidamente para justificar a agressão cruel e implacável contra o povo cubano", afirmou a representação diplomática em publicação na rede social X (antigo Twitter).

O governo cubano também criticou as novas sanções impostas pelos EUA contra autoridades da ilha e alertou para possíveis consequências de uma escalada militar ou política na região.

EUA indiciam ex-presidente Raúl Castro

Os Estados Unidos também indiciaram o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos. O caso estaria relacionado ao episódio em que aviões civis operados por um grupo de exilados cubanos foram abatidos por caças de Cuba, em 1996.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel condenou as acusações. “Trata-se de uma ação política, sem qualquer fundamento jurídico, que busca apenas aumentar o dossiê fabricado para justificar o desatino de uma agressão militar contra Cuba”, escreveu nas redes sociais.

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