Rubio diz que Cuba aceitou oferta de US$ 100 milhões dos EUA
País do Caribe não se manifesta; secretário de Estado norte-americano responsabilizou líderes cubanos pela escassez de eletricidade na ilha



Reuters
André Barbeiro
Cuba aceitou uma oferta dos Estados Unidos de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 502 milhões) em ajuda humanitária, segundo o secretário de Estado Marco Rubio nesta quinta-feira (21), segundo a agência Reuters. Cuba ainda não se manifestou.
Em vídeo publicado nas redes sociais no dia anterior, Rubio prometeu uma “nova relação” entre os dois países e responsabilizou os líderes cubanos pela escassez de eletricidade, alimentos e combustíveis na ilha.
"A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou alimentos é porque aqueles que controlam seu país saquearam bilhões de dólares", afirmou Rubio.
Durante o vídeo, em espanhol, ele afirmou que o valor seria destinado à "assistência direta ao povo cubano" e distribuído com o apoio da Igreja Católica e de outras organizações humanitárias consideradas confiáveis. A ajuda seria voltada à compra de itens básicos, como alimentos e medicamentos.
"Estamos oferecendo ajuda não apenas para aliviar a crise atual, mas também para construir um futuro melhor”, disse.
Cuba reage e acusa EUA de agressão
A gravação foi criticada pelo governo cubano. A embaixada de Cuba nos Estados Unidos afirmou que as falas de Rubio e as ações dos Estados Unidos promovem uma política de agressão contra a ilha.
"O secretário de Estado mente repetidamente para justificar a agressão cruel e implacável contra o povo cubano", afirmou a representação diplomática em publicação na rede social X (antigo Twitter).
O governo cubano também criticou as novas sanções impostas pelos EUA contra autoridades da ilha e alertou para possíveis consequências de uma escalada militar ou política na região.
EUA indiciam ex-presidente Raúl Castro
Os Estados Unidos também indiciaram o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos. O caso estaria relacionado ao episódio em que aviões civis operados por um grupo de exilados cubanos foram abatidos por caças de Cuba, em 1996.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel condenou as acusações. “Trata-se de uma ação política, sem qualquer fundamento jurídico, que busca apenas aumentar o dossiê fabricado para justificar o desatino de uma agressão militar contra Cuba”, escreveu nas redes sociais.









