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"Que Cristo conceda a paz ao mundo inteiro", diz papa Leão XIV em sua primeira missa de Páscoa

Na benção Urbi et Orbi, pontífice fez apelo pelo fim de conflitos armados: "Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz"

Imagem da noticia "Que Cristo conceda a paz ao mundo inteiro", diz papa Leão XIV em sua primeira missa de Páscoa
Papa Leão XIV pediu a Cristo que "conceda sua paz ao mundo inteiro" | Reprodução/YouTube
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O papa Leão XIV realizou neste domingo (5), na Praça São Pedro (Vaticano), sua primeira missa de Páscoa e pediu a Jesus Cristo que "nos abençoe e conceda a sua paz ao mundo inteiro" em meio a guerras em diversas regiões do mundo.

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Mais de 50 mil pessoas estiveram na praça e outras 10 mil fora dela, nos arredores, para acompanhar a homilia do pontífice. Ele fez uma reflexão sobre as "feridas" do mundo, como a opressão dos pobres e a violência, e disse que "nesta circunstância, a Páscoa do Senhor nos convida a erguer o olhar e a alargar o coração".

Em outro momento da missa, citou seu antecessor, papa Francisco, ao recordar as palavras do argentino num trecho da exortação apostólica Evangelii gaudium.

Francisco afirmou na mensagem, publicada em 2013, que a ressurreição de Cristo "não é algo do passado". "Contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual. É verdade que muitas vezes parece que Deus não existe: vemos injustiças, maldades, indiferenças e crueldades que não cedem. Mas também é certo que, no meio da obscuridade, sempre começa a desabrochar algo de novo que, mais cedo ou mais tarde, produz fruto."

Leão reforçou que a celebração pascal nos dá esperança de que "uma nova criação é possível todos os dias". "Que Cristo, nessa Páscoa, nos abençoe e conceda a sua paz ao mundo inteiro", concluiu.

Na benção Urbi et Orbi, proferida da sacada central da Basílica de São Pedro, voltou a falar de paz ao explicar que "a força com que Cristo ressuscitou é completamente não violenta".

"É semelhante à de um grão de trigo que, ao decompor-se na terra, cresce, abre passagem pelas leivas, germina e transforma-se numa espiga dourada. É ainda mais semelhante à do coração humano que, ferido por uma ofensa, rejeita o instinto de vingança e, cheio de piedade, reza por quem o ofendeu", disse.

Citando conflitos globais, Leão pediu que "quem tem armas nas mãos, que as deponha". "Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz. Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo. Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar", continuou.

O pontífice voltou a citar Francisco ao lamentar a "globalização da indiferença", expressão usada pelo argentino. "A paz que Jesus nos entrega não é aquela que se limita a silenciar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós. Convertamo-nos à paz de Cristo! Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração!", acrescentou.

Na conclusão da mensagem, Leão XIV repetiu o que fez no Natal de 2025, pronunciando saudações pascais em dez idiomas (alemão, árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, italiano, latim, polonês e português).

"Feliz Páscoa! Levai a todos a alegria do Senhor Ressuscitado e presente entre nós", disse o papa em português.

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