Irã ameaça fechar "totalmente" Estreito de Ormuz e atingir vizinhos do Golfo se Trump atacar instalações energéticas
No sábado (21) o presidente dos EUA ameaçou atacar a rede elétrica iraniana em 48 horas


SBT News
com informações da Reuters
O Irã afirmou neste domingo (22) que atacará os sistemas de energia e água de seus vizinhos do Golfo caso o presidente dos EUA, Donald Trump, cumpra a ameaça, feita sábado (21) de atingir a rede elétrica iraniana em 48 horas. Outra retaliação seria o fechamento total do Estreito de Ormuz,
"O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando as nossas usinas hidrelétricas forem destruídas antes de serem reconstruídas”, afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado.
Israel
Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel desde as primeiras horas da manhã deste domingo, alertando sobre a chegada de missões do Irã, depois que pessoas ficaram feridas durante a noite em ataques nas cidades de Arad e Dimona, no sul de Israel. As Forças Armadas israelenses disseram horas depois que estavam atacando Teerã.
O agravamento do conflito regional, destacado por uma ameaça iraniana de atingir as usinas de dessalinização dos Estados do Golfo, que têm escassez de água, são especialmente graves para os países desérticos.
Enquanto alguns, como Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos, podem recorrer a mais de um mar, outros -- incluindo Catar, Barein e Kuwait -- ficam aglomerados ao longo da costa do Golfo, sem litoral alternativo, deixando as usinas de dessalinização críticas expostas.
Estados Unidos
No sábado, Trump ameaçou "obliterar" as usinas de energia do Irã se Teerã não reabrir totalmente o Estreito de Ormuz em 48 horas, indicando uma escalada significativa apenas um dia depois de ele ter falado em "reduzir" a guerra.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, escreveu no X que a infraestrutura crítica e as instalações de energia no Oriente Médio poderiam ser "irreversivelmente destruídas" caso as usinas iranianas fossem atacadas.
Mais de 2.000 pessoas foram mortas durante a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. A ação dos dois países derrubou os mercados, elevou os custos dos combustíveis, alimentou os temores de inflação global e convulsionou a aliança ocidental do pós-guerra.
“A ameaça do presidente Trump colocou agora uma bomba-relógio de 48 horas de alta incerteza sobre os mercados”, disse o analista de mercado do IG Tony Sycamore.








