Grito dos Excluídos reúne movimentos sociais no Brasil
Ato do 7 de Setembro defendeu direitos sociais, soberania nacional, moradia, combate à violência contra mulheres e democracia

Grito dos Excluídos reúne esquerda e movimentos sociais em BH | Edesio Ferreira/EM/D.A Press
A 32ª edição do Grito dos Excluídos reuniu, nesta segunda-feira (7), manifestantes de movimentos sociais, lideranças e políticos de esquerda pelo país.
Em Belo Horizonte (MG), o ato começou por volta das 9h, na Praça Rio Branco, em frente à rodoviária, passou pela Praça Sete e terminou na Praça da Estação, sob o Viaduto Santa Tereza.
Entre as principais pautas defendidas pelos participantes estavam a manutenção e a ampliação de direitos sociais, a soberania nacional, o combate à violência contra as mulheres, o direito à moradia e à terra e a defesa da democracia.
Candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o ato também serviu para defender o fim da jornada de trabalho 6x1 e a ampliação da jornada 5x2. Segundo ele, a extrema direita representa uma ameaça à manutenção de direitos trabalhistas e ao acesso à saúde e à educação pública.
Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.
A ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade só será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.
No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro.
Em Brasília, Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral da cidade também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.
Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.










