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EUA emitem novos alertas sobre "químicos eternos" na água potável

Substâncias são provenientes, principalmente, das panelas antiaderentes

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Torneira
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A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos emitiu novos alertas na 4ª feira (15.jun) para poluentes sintéticos em água potável, conhecidos como "produtos químicos eternos". A entidade afirmou que as toxinas podem ser prejudiciais mesmo em níveis tão baixos que nem chegam a ser detectáveis.

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A família dos químicos tóxicos conhecidos como substâncias per e polifluoroalquil, ou PFAS, é usada há décadas em produtos domésticos, como panelas antiaderentes. Tecidos resistentes a manchas e líquidos, espumas de combate a incêndios e produtos industriais também contam com esse tipo de substância.

Cientistas relacionaram alguns PFAS ao câncer, danos no fígado, peso baixo no nascimento e outros problemas de saúde. Porém, os produtos químicos que não se decompõem facilmente ainda não são regulamentados nos Estados Unidos.

A agência deve emitir uma proposta de regras nos próximos meses para regulamentar os PFAS. Até as regras entrarem em vigor, os avisos têm o objetivo de fornecer informações a estados, tribos e sistemas hídricos para lidar com a contaminação dos PFAS.

A agência também disse que disponibilizaria US$ 1 bilhão para lidar com PFAS em água potável, de um total de US$ 5 bilhões em financiamento na lei de infraestrutura deste ano. Os fundos fornecerão aos estados assistência técnica, testes de qualidade de água e instalação de sistemas centralizados de tratamento.

Os avisos sanitários atualizados de água potável para ácido perfluorooctanóico (PFOA) e ácido perfluorooctanossulfônico (PFOS) substituem os que a agência norte-americana emitiu em 2016. Os níveis de aconselhamento, baseados em nova ciência que considera a exposição ao longo da vida, indicam que alguns problemas de saúde ainda podem acontecer com concentrações de PFOA e PFOS em água próximas de zero ou abaixo da capacidade da agência de detectá-las.

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