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Após confirmação de Haddad na Fazenda, ansiedade do mercado continua

Política econômica do governo Lula não será centralizada no Ministério da Fazenda, mas dividida entre três pastas

Após confirmação de Haddad na Fazenda, ansiedade do mercado continua
Haddad
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O anúncio de Fernando Haddad como futuro ministro da Fazenda foi comemorado como um sucesso pelo núcleo duro do futuro governo, de acordo com interlocutores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem nenhuma supresa sobre quem seria o escolhido, o mercado reagiu sem sobressaltos nesta 6ª feira (9.dez), pois o fator Haddad já vinha sendo "precificado" nas últimas semanas. Para ficar ainda mais palatável, Haddad incorporou nas últimas duas semanas a expressão "arcabouço fiscal" em seus discursos. Um modo de demonstrar que, mesmo obedecendo às orientações de Lula sobre responsabilidade social, também estará atento aos limites fiscais do Estado.

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Porém, o mercado continua ansioso e não é apenas pela PEC da Transição, a Proposta de Emenda à Constituição que já está na Câmara dos Deputados para decidir se amplia o teto de gastos em mais R$ 145 bilhões por dois anos. Trata-se da expectativa pelos novos nomes da equipe econômica, sobre a qual se tem poucas dicas até agora.

No início da semana, o economista Antônio Corrêa de Lacerda, coordenador do grupo técnico do Planejamento, no governo de transição, em meio a uma longa entrevista coletiva soltou uma dica importantíssima. Ele disse que há gente que acha que ministro da Fazenda é quem define a política econômica de governo. E citou como exemplo o que acontece com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, que por muitas vezes comandou os rumos das decisões econômicas do governo Jair Bolsonaro (PL).

Mas Lacerda explicou que, no governo Lula, o processo será ao contrário: a política econômica será do governo e não do ministro. E foi além. Revelou que ela será desenhada e executada pelos três ministérios integrados: Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.

Portanto, descobrir quem serão esses dois titulares é fundamental para o mercado tentar compreender o que esperar do futuro governo. Presidentes de bancos como BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil também alimentam as expectativas. Bem como ao menos dois indicados em postos-chave do Banco Central, que atuarão ao lado do atual presidente Roberto Campos, com mandato até dezembro de 2024. 

Pessoas próximas a Lula dizem que ele quer escalar para o Planejamento um ministro com perfil técnico e ligado ao mercado. Um dos cotados é o economista André Lara Resende, um dos formuladores do plano Real e coordenador do grupo técnico da Economia, da equipe de transição. Lula descartaria colocar um petista na função.

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