Jogador do Corinthians volta a treinar 3 dias após acidente em SP
Na sexta-feira, o carro do volante Ralf atropelou um idoso em um ponto de ônibus e destruiu o portão de uma casa. A polícia tenta descobrir quem dirigia o veículo

SBT News
O jogador Ralf, do Corinthians, voltou a treinar nesta segunda-feira (14), no CT do clube, três dias depois de se envolver em um acidente que teve um idoso atropelado, em São Paulo. O volante deve estar em campo na próxima partida do time, na quarta-feira (16).
A direção do clube informou que o jogador não será punido por envolvimento no acidente, que terminou com um idoso de 68 anos atropelado, na última sexta-feira (11).
Ralf foi dispensado da partida deste fim de semana para prestar depoimento. O volante disse à polícia que tinha acabado de sair de um bar e que estava no banco de trás, ao lado do pai. O irmão dele estaria no banco do passageiro e, no volante, o motorista.
O jogador alegou que o funcionário perdeu o controle da direção quando dois suspeitos em uma moto se aproximaram do carro. Eles não foram abordados em nenhum momento.
Ralf ainda declarou ter tomado apenas uma cerveja. Imagens, porém, mostram o volante sendo retirado do local do acidente por um amigo.
Além de atropelar o idoso, a caminhonete do jogador destruiu o portão de uma casa. A vítima sofreu fraturas, mas está fora de perigo.
"Era um senhor que estava esperando um ônibus aqui no ponto. Como sempre, esse ponto de ônibus está cheio de gente, a sorte é que só tinha esse senhor, se tivesse mais gente a coisa seria mais feia ainda", contou Renato Dias, que testemunhou o acidente.
A princípio, o idoso foi levado para a rede pública de saúde, mas acabou transferido para um hospital particular. O jogador do Corinthians irá pagar pelo tratamento. A vítima do atropelamento deve ser ouvida pela polícia até o fim de semana, quando receberá alta.
O caso é investigado como lesão corporal, embriaguez ao volante e fuga do local do acidente. Além de Ralf, o pai e o motorista também não esperaram a polícia chegar, sob o argumento de que seriam agredidos pelos moradores. Apenas o irmão do jogador permaneceu no local e fez o teste do bafômetro - que comprovou embriaguez, mas ele nega que estava dirigindo.
Os investigadores buscam imagens das câmeras de segurança do bar onde eles estavam para esclarecer quem, de fato, estava ao volante.