Mais de 45 mil pessoas aguardam por transplante de órgãos no Brasil
Segundo pesquisa, 7 em cada 10 brasileiros querem ser doadores, mas 46% não falam sobre isso com a família

SBT Brasil
Mais de 45 mil pessoas estão na fila de espera por um transplante no Brasil. Embora a maioria dos brasileiros tenha a intenção de doar os órgãos, menos da metade avisa a família sobre esse desejo.
Na tentativa de mudar esse cenário, uma campanha que incentiva os futuros doadores a expressar essa vontade aos parentes foi lançada. Um doador de órgãos pode salvar de uma só vez pelo menos oito vidas. Rins, pulmões, coração, fígado e córneas podem fazer a diferença para quem vive a angústia da fila de espera.
Segundo pesquisa, 7 em cada 10 brasileiros querem ser doadores, mas 46% não falam sobre isso com a família, que é a respon'savel por autorizar a doação.
"Aqui no Brasil 40% das famílias recusam por preconceito ou falta de informação. Por isso o lema da campanha deste ano é: "seja doador de órgãos e avise sua família", explica o hepatologista Paulo Bittencourt, do Instituo Brasileiro do Fígado.
Um filtro no Instagram foi criado para impulsionar a campanha: "É uma ação que nós estamos fazendo pra que as pessoas comuniquem. é claro que uma foto de uma pessoa querida num momento descontraido falando sobre doação, ela vai ser lembrada no momento adequado", diz o médico.
O objetivo é fazer com que as doações recuperem as taxas de pré-pandemia. O número de 20 doadores por milhão de habitantes chegou a cair para 15, um patamar de cinco anos atrás.
"A pandemia desarticulou muito o sistema de saúde, aumentou a complexidade da doação. Foi necessario, por exemplo, fazer testagem pra covid naquelas pessoas que eram doadoras, não se podia utilizar doadoras que tivessem em unidades covid", conta Bittencourt.
Veja reportagem do SBT Brasil:









