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Tecnologia

Inteligência artificial vai substituir mão de obra humana? Estudo aponta que não

Pesquisa mostra como tecnologia tem se tornado uma forte aliada de profissionais de diversos mercados

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Inteligência Artificial no trabalho | Freepik
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Cada vez mais aprimorada e disseminada, a Inteligência Artificial (IA) já é presença constante no dia a dia da população, das plataformas de streaming aos aplicativos de banco. E quanto mais essa tecnologia se torna parte da realidade na vida das pessoas, mais cresce a dúvida: pode um dia as IAs substituírem a mão de obra humana?

Um estudo realizado pela Microsoft, uma das principais empresas de tecnologia do mercado global, revela que não. Pelo contrário: a tendência, de acordo com a pesquisa, é que as IAs se tornem ferramentas importantes para algumas profissões que já existem.

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Foi o caso do Valter, que é tradutor há mais de 15 anos. Ele conta que, ao longo desses anos, viu o surgimento de inovações que, a princípio, ameaçavam sua profissão, mas que acabaram se tornando fortes aliadas em suas tarefas diárias. Ele acredita que o mesmo acontecerá com as IAs.

"Mais uma ferramenta que pode transformar a nossa profissão, ajudando a melhorar traduções, a fazer mais rápido, mas não acabar com a profissão. Ela ainda precisa de um ser humano, ou de vários seres humanos, no processo para fazer funcionar direito a tradução", argumenta o tradutor Valter Mendes Júnior.

A profissão de tradutor está no topo da lista com maior possibilidade de aplicação da Inteligência Artificial, segundo o estudo da Microsoft. O levantamento aponta ainda historiadores, comissários de bordo, representantes de vendas, autores e escritores, e atendentes de suporte ao cliente.

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As carreiras mais ligadas à criação intelectual são as que mais têm chances de serem beneficiadas com a tecnologia. Já as atividades mais "braçais" não devem ser tão afetadas. Para essa análise, os pesquisadores reuniram dados de 200 mil usuários de um sistema operacional de IA.

O professor de Ciência da Computação da PUC do Rio Grande do Sul, Dalvan Jair Griebler, explica de que forma essa tecnologia pode beneficiar o dia a dia dos profissionais.

"Nós conseguimos automatizar muitas das atividades, tarefas que demandam muito trabalho braçal, digamos assim, para quem está na frente do computador. Ela simplifica o nosso trabalho, por exemplo, para que é um redator, um escritor", afirma o especialista.

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No entanto, o professor alerta que as IAs não são treinadas o suficiente para identificar os contextos das situações e, por isso, acabam reproduzindo o que já existe. A capacidade de interpretação é o ponto que diferencia a máquina do ser humano e, segundo o estudo, é o fator que torna impossível afirmar que a Inteligência Artificial vai substituir a mão de obra humana.

"Não é que vai destruir o emprego. Acontece que nós vamos ter pessoas que vão saber usar a IA e outras que não vão saber. As pessoas que souberem usar, elas vão tirar benefício e com certeza vai ter emprego para essas pessoas", destaca o professor de Ciência da Computação.

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