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Política

Datafolha: Lula freia a queda da popularidade, mas reprovação (38%) continua maior que aprovação (29%)

Mesmo com um aumento de 5 pontos percentuais na aprovação, governo segue em marcha lenta na confiança dos brasileiros

Imagem da noticia Datafolha: Lula freia a queda da popularidade, mas reprovação (38%) continua maior que aprovação (29%)
Pesquisa revela que os mais ricos e escolarizados começam a dar mais voto de confiança | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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Depois de ver a popularidade derrapar no começo do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu pisar de leve no freio. A nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a popularidade do governo mostra que Lula engatou a primeira, mas ainda não convenceu para onde está indo. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 pessoas, em 172 cidades brasileiras.

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Principais resultados da pesquisa

  • Aprovação (ótimo ou bom): subiu de 24% para 29%;
  • Reprovação (ruim ou péssimo): caiu de 41% para 38%;
  • Avaliação regular: manteve-se em 32%;
  • Margem de erro: 2 pontos percentuais.

Apesar da leve recuperação, Lula ainda tem mais rejeição do que apoio.

O presidente colocou Sidônio Palmeira, atual ministro, à frente da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para dar uma nova cara à gestão e passou a falar mais com o povo. Mas a mensagem ainda não colou por completo.

Por quê?

  • A inflação continua pesando no bolso, especialmente com o preço dos alimentos em alta;
  • Fake news sobre taxação do Pix criaram confusão e deixaram muita gente com a pulga atrás da orelha;
  • O sentimento geral é de que o governo ainda "não disse a que veio".

Expectativas para o futuro. Tá animando o povo?

  • 35% acham que Lula fará um bom governo daqui para frente;
  • Outros 35% acham que o governo será ruim ou péssimo;
  • 28% acreditam que será regular.

E a vida, melhorou ou piorou com Lula?

  • 29% dizem que piorou desde que Lula assumiu;
  • 28% afirmam que melhorou (em julho de 2023, eram 26%);
  • 42% dizem que continuou igual (antes, eram 51%).

Avaliação por grupos. Quem está mais com Lula?

A classe média e os mais estudados voltaram a dar uma chance. Já os mais pobres, onde Lula sempre foi forte, estão com o pé atrás.

Mulheres

  • Agora: 30% aprovam;
  • Em fevereiro: 24%;
  • Em dezembro de 2024: 38%.

Pobres (até 2 salários mínimos)

  • Agora: 30%;
  • Era o grupo que mais apoiava Lula: 44% em dezembro;
  • Hoje, a confiança caiu.

Mais escolarizados (ensino superior)

  • Aprovação subiu de 18% para 31%.

Renda de 2 a 5 salários mínimos

  • Aprovação subiu de 17% para 26%.

Renda de 5 a 10 salários e acima de 10 salários

  • Aprovação, em ambos os grupos, subiu de 18% para 31%.

Avaliação por regiões do Brasil

  • Nordeste: Lula ainda é mais forte - 38% aprovam.
  • Sudeste: melhorou um pouco - 25% aprovam (antes, 20%).

Comparação com outros momentos

  • Os 29% de aprovação atuais são o segundo pior índice do governo Lula neste terceiro mandato.
  • Em dezembro de 2023, Lula era mais bem avaliado: 35% de aprovação e 34% de reprovação.
  • Na época do escândalo do mensalão, em 2005, Lula também teve índice parecido (28%).
  • Em maio de 2021, o ex-presidente Bolsonaro tinha 24% de aprovação e 45% de reprovação.

+ Se eleição de 2026 fosse hoje, Lula e Bolsonaro empatariam em segundo turno, diz pesquisa Genial/Quaest

Engatou a primeira, mas...

Lula conseguiu frear a queda, mas ainda não acelerou de verdade na opinião pública.

A comunicação melhorou um pouco, mas a vida real – com inflação, desinformação e falta de perspectiva de melhorias a curto prazo – ainda pesa.

A base tradicional do presidente (pobres e mulheres) ficou mais fria, enquanto os mais ricos e escolarizados estão começando a dar um voto de confiança.

Ou seja, a pesquisa mostra que o povo quer ver resultado: comida mais barata na mesa e o dinheiro rendendo mais no fim do mês.

O tanque da paciência tem limite, e o motor da confiança só liga com ação.

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