Trump ameaça atacar usinas do Irã e dá 48 horas para reabertura do Estreito de Ormuz
Declaração ocorre em meio à escalada do conflito, com risco global para energia e uso inédito de mísseis de longo alcance


Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) "obliterar" usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra totalmente o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas. A declaração marca uma escalada significativa, apenas um dia após ele mencionar a possibilidade de "reduzir" a guerra.
"Se o Irã não abrir totalmente, sem ameaça, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas várias usinas de energia, começando pela maior primeiro", afirmou Trump nas redes sociais.
A ameaça ocorre em um momento em que ataques iranianos têm mantido a maioria dos navios afastados da região. O Estreito de Ormuz é uma via estreita por onde passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, o que levanta o risco de um choque energético global. A quase interrupção do tráfego fez os preços do gás na Europa subirem até 35% na última semana.
O cenário se agravou à medida que o conflito entrou em uma fase mais perigosa. Autoridades israelenses informaram que forças iranianas dispararam, pela primeira vez, mísseis de longo alcance, ampliando o risco de ataques para além do Oriente Médio. Um ataque iraniano também deixou dezenas de feridos perto de uma instalação nuclear em Israel.
O Irã lançou dois mísseis balísticos com alcance de 4.000 km contra a base militar americano-britânica de Diego Garcia, no Oceano Índico, segundo o chefe militar israelense, Eyal Zamir. De acordo com o Exército israelense, foi a primeira vez que o Irã utilizou armamentos desse alcance desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país, em 28 de fevereiro.
"Esses mísseis não são destinados a atingir Israel. Seu alcance chega a capitais europeias — Berlim, Paris e Roma estão todas dentro do alcance direto", afirmou Zamir em comunicado divulgado neste sábado.
Uma fonte do Ministério da Defesa do Reino Unido informou que o ataque ocorreu antes de o governo autorizar formalmente, na sexta-feira, o uso de bases militares britânicas pelos Estados Unidos para realizar ataques contra instalações de mísseis iranianos.
Mais de 2.000 pessoas morreram durante a guerra. Em Israel, 15 pessoas foram mortas em ataques iranianos.









