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China registra queixa na Organização Mundial do Comércio contra "tarifaço" de Trump

Pequim classificou taxação como "uma típica intimidação unilateral" e destacou que a medida "impacta a estabilidade da ordem econômica global"

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A China registrou junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) uma queixa formal contra o "tarifaço" de Donald Trump, alegando que a medida viola as regras do bloco.

Na última quarta-feira (02), o presidente dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa de 34% sobre as exportações chinesas e de de 25% para automóveis importados de países asiáticos e europeus, além dos 25% já aplicados ao aço e alumínio.

Pequim classificou as taxações como uma "típica intimidação unilateral" e alertou que a iniciativa "abala severamente o sistema de comércio e impacta a estabilidade da ordem econômica global". O governo de Xi Jinping afirmou ainda que não cria problemas, mas que também não tem medo deles, e destacou que a intimidação não é a melhor forma de lidar com o país.

A iniciativa não foi a primeira resposta do governo chinês às tarifas norte-americanas. Na sexta-feira (04), Pequim informou que, a partir de 10 de abril, todos os produtos importados dos Estados Unidos serão taxados em 34% - a mesma adotada pelos EUA a produtos chineses.

Reação europeia ao "tarifaço"

No Reino Unido, a montadora de carros de luxo Jaguar Land Rover decidiu paralisar as exportações aos Estados Unidos. O embarque dos modelos fabricados em solo britânico fica suspenso, já a partir de abril, para que a empresa avalie os impactos da taxação. De acordo com a marca, anualmente, são vendidos 400 mil veículos ao país.

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