Brasil

Inmetro adota selo digital para coibir fraudes e reforçar segurança de produtos

Novo modelo com QR Code começa por itens como capacetes, extintores e cilindros de GNV; comércio poderá vender estoques com selo antigo até 30 de junho

O novo selo digital do Inmetro começou a ser adotado em produtos ligados diretamente à segurança da população, numa tentativa de dificultar fraudes e dar mais transparência ao consumidor. A primeira etapa da mudança inclui itens como extintores de incêndio, capacetes para motociclistas e cilindros de gás natural veicular (GNV).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Até então, o selo antigo era alvo frequente de falsificações, segundo o instituto. “Com o selo antigo havia cerca de 40% de falsificação, achavam na internet; agora não, ele é inviolável e induplicável”, afirmou João Nery, diretor de avaliação da conformidade do Inmetro.

Produzido em parceria com a Casa da Moeda do Brasil, o novo selo traz um QR Code que pode ser lido pelo aplicativo Inmetro na Palma da Mão. Ao apontar a câmera do celular, o consumidor consegue verificar na hora se o selo é verdadeiro, se pertence àquele produto e se o item está dentro das normas de segurança.

Capacete com o novo selo digital do Inmetro, que pode ser verificado por QR Code no celular | Divulgação
Capacete com o novo selo digital do Inmetro, que pode ser verificado por QR Code no celular | Divulgação

Segundo o Inmetro, a nova regra já está em vigor para fabricantes e importadores, que passaram a ter de adotar o selo digital nos produtos incluídos nessa primeira fase. “O novo selo é bom para o consumidor e para o setor produtivo, que saberá com facilidade se estão falsificando o produto”, disse João Nery.

Para o comércio e os distribuidores, a venda de mercadorias com o selo antigo segue permitida até 30 de junho de 2026, para escoamento de estoque. Por isso, quem encontrar nas prateleiras produtos com a versão anterior do selo não precisa se alarmar, já que eles ainda podem ser comercializados dentro desse período de transição.

O Inmetro também orienta que o consumidor não precisa trocar produtos que já tem em casa apenas por causa da mudança no selo. No caso de itens como cilindros de GNV, a identificação atualizada busca assegurar que o equipamento suporte a pressão exigida e reduza o risco de compras de produtos falsificados ou fora do padrão.

Assuntos relacionados

Segurança
Inmetro

Últimas Notícias