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Dependência de opioides cresce no Brasil e preocupa especialistas

Uso de medicamentos controlados aumentou oito vezes no país entre 2012 e 2023, afetando principalmente mulheres

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O Brasil nunca consumiu tantos medicamentos controlados como nos últimos anos. Entre 2012 e 2023, o uso desses remédios aumentou oito vezes. O crescimento é impulsionado, principalmente, pelo consumo de opioides por mulheres. Essas substâncias incluem analgésicos e anestésicos como morfina, codeína e metadona.

Especialistas apontam que as mulheres, mais atentas à saúde, tendem a buscar mais atendimento médico, o que contribui para essa estatística. "O paciente procura um médico para aliviar a dor. O médico prescreve o opioide e, por um curto período, a dor diminui. No entanto, ela retorna, levando o paciente a buscar doses cada vez maiores, iniciando o ciclo do vício", explica a médica Ingrid Costa, que atende uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, em Ibiúna, interior de São Paulo.

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Segundo o CEO da clínica, Paula Oliveira Moreira, antes da pandemia, os principais vícios tratados eram o álcool e as drogas ilícitas. No entanto, após a crise sanitária, o consumo excessivo de medicamentos cresceu gradativamente. Entre os mais usados estão analgésicos potentes, calmantes e estimulantes. Esse vício muitas vezes é alimentado pela facilidade de acesso às farmácias, com ou sem prescrição.

"Nós, médicos, temos uma parcela gigantesca de culpa. Antes de prescrever, é preciso identificar pacientes com maior risco de adcçao. Por exemplo, aqueles que têm histórico familiar de dependência química", reconhece o médico especialista em dor, Omar Gomez.

O problema, porém, não se restringe aos opioides. Medicamentos para tratar transtornos como a ansiedade também apresentam alto índice de uso. Quase 18% das brasileiras já consumiram benzodiazepínicos, como o Rivotril.

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