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Brasileiros ficaram, em média, 10 horas sem luz em 2024, aponta Aneel

Estudo da Agência Nacional de Energia Elétrica avaliou o desempenho das distribuidoras em todo país

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Os brasileiros ficaram, em média, 10 horas sem fornecimento de energia elétrica em 2024, segundo um levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que avaliou o desempenho das distribuidoras em todo país.

Em muitas cidades, porém, este período chega a ser muito superior, principalmente, em dias de chuvas intensas como as que atingiram Porto Alegre, na última segunda-feira (31).

Alguns bairros passaram mais de 50 horas no escuro, como foi o caso do condomínio administrado pela Maria Noeli Barbosa, onde residem 300 moradores. "Veio o primeiro carro [da distribuidora] só na terça-feira à noite, e eles disseram que o administrador mandava eles saírem para a rua para acalmar os moradores porque não tinham pessoal suficiente para dar conta de resolver as situações pendentes", relatou a síndica.

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A capital gaúcha é abastecida pela CEEE Equatorial, que atende 1,8 milhão de clientes em 78 municípios do Rio Grande do Sul. A empresa ficou em último lugar no ranking de3 eficiência da Aneel.

Entre 2023 e 2024, a empresa foi a segunda distribuidora com o maior número de reclamações no país. Foram quase 12 mil ocorrências, a maioria por falta de energia, interrupções frequentes e oscilação de tensão.

Para o presidente do Movimento das Donas de Casa de Porto Alegre, Claudio Ferreira, a interrupção do fornecimento de energia elétrica é uma violação aos direitos dos consumidores. "Conforme a própria Lei Geral de Concessões, esse serviço, por ser serviço público essencial, ele deve ser contínuo. Então, me parece que não é razoável. Não se pode caracterizar um serviço contínuo, onde um consumidor ou um grupo de consumidores fica 24 horas, 48 horas ou mais sem o fornecimento desse serviço que é essencial, né?", ele avalia.

Em nota, a CEEE Equatorial afirma que já investiu R$ 2,5 bilhões em modernização da estrutura.

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