PIB cresce 1,2% no 2º trimestre puxado por consumo e serviços
Na comparação com o mesmo período de 2021, com pandemia ainda crítica, crescimento foi de 3,2%

Pablo Valler
Entre março e junho desse ano, a economia brasileira cresceu 1,2% em comparação ao primeiro trimestre e 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao contabilizar o primeiro semestre, o avanço é de 2,5% frente ao anterior.
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Os resultados do Produto Interno Bruno (PIB) foram divulgados nesta 5ª feira (01.ago) pelo IBGE, que considera como impulsos o consumo das famílias, que aumentou com medidas de estímulo do governo federal, e também com o setor de serviços.
O consumo cresceu 2,6%, a maior desde o quarto trimestre de 2020, com 3,1%. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, saltou 5,3%. Variações explicadas com o mercado de trabalho em alta, apesar de salários em baixa, e os 25% de aumento em crédito.
Já o consumo do governo federal diminuiu 0,9%, depois da estabilidade no trimestre anterior. Quanto aos investimentos, houve aumento de 4,8% impulsionado pela construção civil e o segmentos de tecnologia, como softwares.
Apesar dessa reação, o país investe pouco em proporção ao PIB, no que é recomendado por especialistas. A taxa avançou para 18,7% do PIB, abaixo do pico de 21,1% registrado em 2013 e em nível insuficiente para garantir crescimento de longo prazo ao país.
Por outro lado, na produção, os serviços, que correspondem por, geralmente, 70% do PIB, avançaram bem com as fexibilizações para eventos presenciais e o uso dos transportes coletivos. Também houve a reabertura de bares e hotéis.
A indústria, que sofreu com paralisações durante o período mais crítico da Covid e ainda enfrenta problemas como falta de peças, cresceu 2,2% no segundo trimestre, comparando ao primeiro. Em relação ao primeiro trimestre de 2021, avançou 1,9%.
A agropecuária, que havia recuado 0,9% no primeiro trimestre, voltou a crescer no período de abril e junho. Mas o avanço foi pequeno, de apenas 0,5%. Mas há uma explicação. Para a coordenadora do IBGE, Rebeca Palis, "esse setor é muito ligado à sazonalidade. No semestre, a agropecuária vem caindo, puxada pela retração na produção da soja, que é a nossa maior lavoura. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a previsão é de queda de 12% nessa produção. Isso impactou bastante o resultado da Agropecuária no ano".
Outros setores reagiram melhor. Além de geração de eletricidade e gás natural, destaca-se o crescimento da construção civil, com alta de 2,7% na comparação com o primeiro trimestre, superando até a indústria extrativa.
Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a construção civil cresceu 9,9%. Nessa mesma comparação, o emprego no setor avançou 11,2%, influenciado pelas obras públicas neste ano eleitoral, de acordo com IBGE.
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