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"Trabalhador de aplicativo não é microempreendedor", diz Lula

Após se reunir com sindicatos e ministros, presidente anunciou grupo para regulamentar categoria

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que os trabalhadores de transporte por aplicativo não são microempreendedores. O chefe do Executivo participou de uma cerimônia com representantes de centrais sindicais e com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da Casa Civil, Rui Costa, no Palácio do Planalto nesta 4 feira (18.jan). No evento também foi anunciado um grupo para regulamentar o trabalho da categoria.

"Vamos criar comissão de negociação com governo, sindicatos e empresários, pra gente acabar com essa história de que trabalhador por aplicativo é microempreendedor. Ele descobre que não é microempreendedor quando se machuca, quando fica doente, não tem nenhum sistema de seguridade social que garanta ele em um momento de sofrimento", declarou o presidente.

Lula voltou a criticar as políticas trabalhistas da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o petista, a  proposta Carteira Verde e Amarela -projeto que prevê a redução de encargos trabalhistas cobrados ao empregador -- não protegeu os trabalhadores. 

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, também criticou a situação de trabalho dos entregadores. De acordo com ele, a situação  da categoria "beira a escravidão".

"Acompanhamos a angústia de pessoas que trabalham 14 horas para levar o pão para casa. Pra mim, isso beira a escravidão. As empresas de aplicativo não se assustem. Aqui não é nada demais, a não ser a proposta de valorizar o trabalho", declarou Marinho.

Nova estrutura sindical

Durante o discurso, Lula defendeu a elaboração de uma nova estrutura para as centrais sindicais. De acordo com ele,  é preciso "uma reinvenção" devido às mudanças do mundo. 

"Ninguém quer construir a estrutura sindical como era. A pessoa sabe que tem que ter mudança, que o mundo do trabalho mudou, que é preciso se reinventar em nível de estrutura", disse. 

Também nesta manhã, o ministro Trabalho afirmou que, nos próximos dias, um grupo de trabalho deverá ser criado  para valorizar a negociação coletiva e fortalecer sindicatos.

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