"Não tem a mínima razoabilidade", diz Pacheco sobre CPI da Petrobras
Senador afirmou ainda que não vê "ambiente" no Senado para debate sobre PEC que anula decisões do STF

Larissa Arantes
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, nesta 3ª feira (21.jun), ser contra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras. "Não tem a mínima razoabilidade uma CPI em um momento desse por conta de um fato desse", destacou em coletiva de imprensa após reunião no Supremo Tribunal Federal (STF).
O parlamentar ressaltou ainda que outras medidas poderiam ser colocadas em prática. "Sobre CPI, eu disse com muita franqueza que tratando de um tema da Câmara que não passa para revisão do Senado como PL e PEC, não me cabe opinar sobre iniciativas dentro da própria Câmara, mas eu particularmente, o conceito de CPI para um caso desse, obviamente não sou favorável. Acho que há outras medidas, inclusive de índoles do Legislativo e do Executivo, muito mais úteis para resolver o problema do que uma CPI", completou.
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A abertura da comissão foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na última semana e, na 2ª feira (20.jun), voltou a falar sobre o assunto. Além de Bolsonaro, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), também tem criticado a estatal. Em coletiva de imprensa na 2ª, após reunião com líderes partidários, o parlamentar falou sobre o requerimento do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). "Os partidos estão cada um com seu convencimento para dar respaldo ou não a esse pedido", avaliou.
Pacheco também foi questionado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite que o Congresso anule decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto ficou conhecido como PEC do Centrão. "É uma iniciativa da Câmara dos Deputados que nós respeitamos e respeitamos o tempo da Câmara, mas eu não vejo no Senado Federal um ambiente para discussão de um tema dessa natureza", declarou.