Estelionatária presa debocha da polícia no momento da prisão
Vítima foi idosa pensionista da Marinha. Em outra operação, "call center do crime" é fechado

Primeiro Impacto
Uma mulher foi presa em flagrante enquanto tentava dar um golpe em uma pensionista da Marinha, uma idosa de 77 anos, no Rio de Janeiro. A detida fingia ser dona de uma consultoria financeira e, no momento da prisão, ainda debochou da polícia.
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Karina Carvalho foi presa por agentes da delegacia de Maricá na casa da vítima, enquanto aplicava o golpe. Mesmo detida, a mulher não se intimidou: ao ter o celular retirado das mãos pelo policial, Karina disse que precisava do aparelho. "O teu celular está sendo apreendido pela polícia. Eu sou polícia, eu não sou marginal", exclamou o agente.
Segundo a polícia, a vítima fez um empréstimo consignado. A estelionatária entrou em contato com a idosa dizendo ser de uma consultoria e que conseguiria reduzir o valor da parcela, marcando uma visita na casa da pensionista. No local, fez a idosa assinar documentos, fazendo com que a senhora contraísse outro empréstimo, em outro banco.
A idosa desconfiou e relatou ao filho o ocorrido. Ele ligou no banco e descobriu a farsa. Karina disse à pensionista que voltaria para poder fazer a transferência. Nesse momento, a polícia chegou e due voz de prisão.
"Meu marido é advogado e eu sou estudante de direito", disse a presa. Ao ser levada à delegacia, acrescentou, irritada: "Então ?vambora?, bora pra delegacia. Não tenho tempo pra vocês não. Tenho prova na faculdade hoje".
Polícia vai fechar um "call center do crime" e descobre dois no mesmo endereço
Além desse caso, a polícia fechou um "call center do crime" e prendeu 14 pessoas em São Gonçalo, cidade na região metropolitana do Rio, na manhã de 4ª feira (26.abr). Os criminosos aplicavam golpes em aposentados e pensionistas usando o falso empréstimo consignado.

Doze mulheres e um homem trabalhavam no local. Quando os policiais chegaram ao local, descobriram duas centrais telefônicas criminosas no mesmo endereço. Os dados bancários das vítimas eram consultados e os empréstimos eram oferecidos.
Os golpistas faziam novos empréstimos nas contas das pessoas idosas afetadas. Cadernos foram apreendidos: nas anotações, metas mensais, semanais e bonificações. As investigações continuam para tentar descobrir outros integrantes da organização criminosa e a possível participação de funcionários de agências bancárias.

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