Cidades anunciam novas medidas para evitar aglomeração no Réveillon
Algumas, como São Paulo, recuam inclusive em relação ao Carnaval de rua

SBT Brasil
O avanço da ômicron e os surtos de gripe têm feito algumas cidades anunciarem novas medidas para evitar aglomerações na virada do ano. No Rio de Janeiro, o metrô parará de funcionar às 20h e será proibida a circulação de ônibus fretados.
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Nos quiosques, liberados para fazer festas, o clima é de esperança. "É possível a gente fazer um Réveillon com segurança", afirmou José Sales, gerente de um dos locais. A expectativa do dele, afirma, "é a melhor possível". Sales pedirá aos clientes o mesmo comprovante de vacinação que será exigido em hotéis, bares e restaurantes de toda a cidade.
O Réveillon carioca terá queima de fogos em dez bairros. Em copacabana, o espetáculo durará 16 minut, e torres de som reproduzirão uma lista de músicas preparada pelo DJ Mam. Na visão do médico Fábio Peixoto, "a gente precisa comemorar e agradecer pelo ano que sobrevivemos, por tudo o que passamos e por estar vivendo situações melhores".
Segundo o empresário Milton Assis, "vai ter muita aglomeração". É festa para o povo, para os jovens, ao contrário do Natal, que é mais para família, mais quieto", completou. Ao mesmo tempo em que confirmou a queima de fogos na festa de Réveillon mais famosa do país, a prefeitura expressou preocupação em reduzir a aglomeração em Copacabana. Por isso, adotou uma série de restrições. Além de proibir o estacionamento ao longo da orla, o transporte público terá limitações na noite da virada.
No dia 31 deste mês, ônibus não poderão circular pelo bairro a partir das 20h - mesmo horário em que o metrô parará de funcionar. No início de dezembro, o Réveillon no rio chegou a ser totalmente cancelado. Mas, cinco dias depois, o prefeito, Eduardo Paes (PSD) reviu a decisão e decidiu organizar só a queima de fogos. "Uma celebração tranquila, segura e organizada, muito espalhada pela cidade, com poucos deslocamentos e pouca aglomeração", afirmou.
A guia de turismo Maria José Ramos dá a dica: "tem que usar máscara e tem que ter o comprovante de vacina. Não é só para minha segurança, é para segurança de todos, gente. Isso é muito importante". O avanço da variante ômicron e os surtos de gripe têm feito algumas cidades do país já recuarem, inclusive, em relação ao Carnaval de rua. Em São Paulo, 28 blocos foram cancelados - entre eles, alguns bem populares, como o comandado pela cantora Daniela Mercury. Na Bahia, o governador afirmou ser impossível realizar a folia no formato tradicional, com multidão. "Alguém falar de carnaval a essa altura do campeonato, está querendo ser irresponsável com a vida do outro e eu não estou nesse grupo", disse Rui Costa (PT).
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