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Telegram sai do ar temporariamente no Brasil após decisão da Justiça

Aplicativo de mensagens descumpriu determinação judicial que investiga atuação de grupos nazistas no país

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Por Camila Stucaluc
Telegram saiu do ar por volta das 22h, quando foi registrado um pico de reclamações sobre o funcionamento do aplicativo | Unsplash

Telegram saiu do ar por volta das 22h, quando foi registrado um pico de reclamações sobre o funcionamento do aplicativo | Unsplash

O aplicativo de mensagens Telegram foi retirado do ar temporariamente no Brasil na noite de 4ª feira (26.abr). A medida foi estipulada pela Justiça Federal do Espírito Santo, após o aplicativo ter descumprido uma determinação judicial que obrigava o fornecimento de dados à Polícia Federal sobre grupos nazistas e neonazistas que atuam no país.

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Segundo dados do Downdetector, site que monitora o funcionamento de serviços na internet, o Telegram saiu do ar por volta das 22h, quando foi registrado um pico de reclamações sobre o funcionamento do aplicativo. Além da suspensão temporária, a Justiça multou a plataforma em R$ 1 milhão por dia de descumprimento da determinação.

O pedido de fornecimento de dados do Telegram à Polícia Federal aconteceu depois do ataque em duas escolas no Espírito Santo, em 2022, que deixou quatro mortos. As investigações apontaram que o agressor teria ligações com grupos extremistas, inclusive nazistas, pois carregava uma suástica na roupa que usou no atentado.

Na 6ª feira (21.abr), o aplicativo de mensagens chegou a entregar parte dos dados, mas não forneceu os contatos dos participantes de grupos com conteúdo nazista - cumprindo, assim, apenas parte da determinação judial. As informações auxiliariam a corporação a entender se as mensagens divulgadas nos canais teriam influência no crime. 

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Esta é a segunda vez que o Telegram recebe uma ordem de suspensão no Brasil. Em 2022, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio do aplicativo após pedido da Polícia Federal, que alegou que a empresa não forneceu dados de investigados por propagar discurso de ódio. A ordem, no entanto, foi revogada poucos dias depois, quando o aplicativo cumpriu a determinação.

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