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ONU contará com Tribunal Internacional para cobrar justiça climática

Apesar de não ser reconhecida por alguns países, corte pode influenciar juízes pelo mundo

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Por Pablo Valler
Vanuatu

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Países que não mostrarem ações concretas de enfretamento à crise climática poderão ser responsabilizados pelo Tribunal Internacional de Justiça (CIJ).

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Apesar de alguns países não reconhecerem a autoridade do CIJ, regras jurídicas internacionais podem influenciar juízes e governos na cobrança por justiça climática.

"Uma opinião consultiva pode ajudar a estimular uma maior responsabilidade pelo crescente sofrimento causado pela omissão dos estados", falou Nikki Reisch, do Centro de Direito Ambiental Internacional, durante plenária da ONU.

É o que acredita a Organização das Nações Unidas (ONU), que levou adiante o projeto idealizado pela nação insular de Vanuatu - com risco de sumir do mapa com o aumento do nível do mar - jovens ativistas. O projeto leva em consideração as compromissos que os países firmaram no Acordo de Paris, assinado em 2015 na Conferência das Partes (COP).

O primeiro-ministro de Vanuatu, Ishmael Kalsakau, comemorou: "A resolução histórica de hoje é o início de uma nova era na cooperação climática multilateral, mais focada em defender o estado de direito internacional e uma era que coloca os direitos humanos e a equidade intergeracional na vanguarda da tomada de decisões climática".

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