Líderes querem que agência visite usina nuclear "o mais rápido possível"
Na semana passada, governo da França disse que Putin concordou em mandar peritos da AIEA para usina

Joe Biden apoiado em sua mesa e olhando para baixo (Divulgação/Casa Branca)
Os presidentes do Estados Unidos, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, defenderam em conversa por telefone neste domingo (21.ago) que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) visite a usina nuclear de Zaporizhzhya, na Ucrânia, "o mais rápido possível para verificar o estado dos sistemas de segurança", segundo comunicado da Casa Branca.
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Na semana passada, o governo da França afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, concordou em mandar peritos da AIEA para a usina, conforme acordado pela Ucrânia e a Organização das Nações Unidas (ONU); e o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que a Rússia não desligue a usina nuclear. A solicitação aconteceu um dia após Moscou acusar o exército ucraniano de bombardear o entorno da infraestrutura, ameaçando fechar o local.
"Obviamente, a eletricidade de Zaporizhzhia é energia elétrica ucraniana. Este princípio deve ser plenamente respeitado", disse Guterres durante visita ao porto ucraniano de Odessa. Para ele, a troca de acusações entre os países sobre os bombardeios não ajuda na segurança nuclear da Europa.
Na conversa por telefone neste domingo, Biden, Macron, Johnson e Scholz, segundo a Casa Branca, citaram o apoio que vêm dando à Ucrânia para que o país se defenda na guerra contra a Rússia, concordaram ser necessário evitar operações militares perto de Zaporizhzhia e "discutiram as negociações em andamento sobre o programa nuclear do Irã, a necessidade de fortalecer o apoio aos parceiros na região do Oriente Médio e os esforços conjuntos para impedir e restringir as atividades regionais desestabilizadoras do Irã".
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