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Deputados pedem que UE inclua aborto na carta de direitos humanos

Ação acontece em resposta ao número crescente de ataques sexuais contra mulheres

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Camila Stucaluc
Caso aprovado, todos os Estados-membros deverão reconhecer legalmente o aborto | Reprodução

Caso aprovado, todos os Estados-membros deverão reconhecer legalmente o aborto | Reprodução

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Deputados europeus pediram a inclusão do abordo na carta de direitos humanos da União Europeia (UE). Em resolução aprovada nesta 5ª feira (7.jul), os parlamentares solicitam que o bloco "atue em favor da causa e faça do reconhecimento do direito ao procedimento uma prioridade fundamental em negociações no âmbito das instituições internacionais".

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Segundo o texto, a medida acontece em resposta ao número crescente de ataques sexuais contra mulheres e tem como objetivo garantir o aborto seguro às vítimas. Caso aprovado, todos os Estados-membros deverão reconhecer legalmente o procedimento, bem como defender outros direitos sexuais e reprodutivos. 

Durante a sessão, os deputados citaram a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular a jurisprudência Roe vs. Wade, de 1973, que garantia o acesso ao aborto legal no país. Os parlamentares expressaram solidariedade e apoio às mulheres, apelando que o Congresso norte-americo reveja a anulação.

A resolução de hoje pode ser bem recebida pela Comissão Europeia, uma vez que, após a decisão dos Estados Unidos, alguns membros se manifestaram contra o anúncio. Pelas redes sociais, o Alto Comissário para a Política Exterior da UE, Josep Borrell, por exemplo, manifestou apoio ao presidente Joe Biden em relação à proteção legal do aborto.

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"Não posso estar mais de acordo com o presidente dos Estados Unidos. As mulheres e as jovens precisam ter um direito sem restrições e decidir sobre os seus próprios corpos e futuro", escreveu Borrell. 

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