Congresso do Peru rejeita impeachment contra presidente Pedro Castillo
Político foi acusado de corrupção e de não ter capacidade para exercer a liderança do Estado

Castillo foi vencedor das eleições presidenciais em julho do ano passado | Wikimedia Commons
O Congresso do Peru rejeitou, na noite de 2ª feira (28.mar), a segunda moção de impeachment contra o presidente Pedro Castillo, acusado de "não ter capacidade moral" para exercer o cargo. O debate resultou em 55 votos a favor, 54 contra e 19 abstenções; 32 votos a menos dos 87 necessários para retirar o político do comando.
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A decisão foi tomada após mais de dez horas de sessão plenária, que começou com uma apresentação de Castillo na Câmara em que garantiu não haver fatos "que mereçam" a moção apresentada. Entre as alegações, estavam corrupção, nomeação de figuras polêmicas em ministérios e altos cargos públicos, além da suposta falta de capacidade para exercer a liderança do Estado.
O presidente, por sua vez, garantiu que não infringiu a lei desde que assumiu o cargo e pediu unidade para lidar com a crise política e econômica, citando a invasão da Ucrânia pela Rússia como um agravante dos problemas no segundo maior país produtor de cobre do mundo.
"Estou ciente de que todos cometemos erros e temos defeitos, mas sou leal aos meus compromissos, valores e princípios", disse ele. "Membros do Congresso, peço que votem pela democracia, votem no Peru, votem contra a instabilidade", completou.
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Mesmo com a rejeição da moção, Castillo segue enfrentando um índice de aprovação em queda, que está em torno de 25%, de acordo com uma pesquisa do IEP. No último fim de semana, por exemplo, manifestantes tomaram as ruas da capital Lima pedindo que o líder fosse afastado do cargo e exigindo justiça contra casos de corrupção.














