PF intima Bolsonaro a depor na 4ª feira em caso de suposta tentativa de golpe
Plano foi revelado pelo senador Marcos do Val em fevereiro deste ano

Caso Bolsonaro compareça ao depoimento da Polícia Federal de 4ª feira, será a quarta vez neste ano em que o ex-mandatário prestará depoimento à corporação | Flickr
A Polícia Federal intimou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a depor na 4ª feira (12.jul) no inquérito que apura as declarações do senador Marcos do Val (Podemos-ES) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. O objetivo é confirmar se o ex-mandatário teve alguma participação no plano, articulado no fim do ano passado.
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Em fevereiro, Marcos do Val afirmou que foi convidado por Bolsonaro e pelo ex-deputado Daniel Silveira a gravar uma conversa com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. A intenção era fazer o ministro ultrapassar as quatro linhas da Constituição e anular o resultado das eleições presidenciais.
Pouco tempo depois, Moraes confirmou o encontro com Marcos do Val, mas disse que o senador não concordou em prestar depoimento na época. Na declaração, o ministro ainda classificou o plano como "operação tabajara" e afirmou que a ideia mostrava o "quão ridículo" o Brasil chegou na tentativa de golpe de Estado.
"Ele [do Val] me disse que o plano era para me gravar e, a partir dessa gravação, solicitar a minha retirada dos inquéritos. Eu indaguei ao senador se ele reafirmaria e colocaria [a denúncia] no papel para que eu pudesse tomar o depoimento dele, mas o senador me disse que isso era uma questão de inteligência e que não poderia confirmar", disse Moraes.
Marcos do Val mudou a versão da história poucos dias depois, tentando minimizar o suposto envolvimento de Bolsonaro no caso. Ele alegou que não foi coagido pelo ex-presidente a participar do plano, uma vez que o político ficou calado durante todo o diálogo. "Fui conversando e não vi para onde eu estava entrando", disse.
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Caso Bolsonaro compareça ao depoimento da Polícia Federal de 4ª feira, será a quarta vez neste ano em que o ex-mandatário prestará depoimento à corporação. Até o momento, o político foi questionado sobre os atos golpistas do 8 de janeiro, sobre o caso das joias sauditas e sobre fraudes no registro de vacinação contra covid-19.














