Presidente do TSE pede paz e respeito às eleições
Ministro Edson Fachin voltou a defender o compromisso da Corte com a justiça eleitoral

Declaração de Fachin foi feita durante reunião da Comissão de Transparência das Eleições | Wikimedia Commons
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, pediu "paz", "respeito" e "segurança" ao processo eleitoral brasileiro. A declaração foi feita durante reunião da Comissão de Transparência das Eleições, na segunda-feira (25.abr), um dia após um novo episódio da crise entre as Forças Armadas e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso - qua já comandou o TSE.
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"Apelo a todos e a todas por paz e segurança nas eleições. É hora de ficar dentro das balizas dos limites e das possibilidades fixadas pelo Poder Legislativo", disse. "Conclamo a associarmo-nos à defesa de paz e segurança nas eleições e do respeito às eleições como condição de possibilidade do Estado Democrático de Direito e de uma sociedade livre, justa e solidária, nos termos da Constituição", completou.
O magistrado ressaltou o compromisso do TSE com o processo eleitoral, "sobretudo na era da desinformação". Ele afirmou ainda que o regulamento normativo está pronto para ser aplicado e que a Corte avança com "passos firmes" em direção ao cumprimento da missão de diplomar as eleitas e os eleitos das futuras eleições gerais.
"Ao longo de quase um século, a justiça eleitoral tem assegurado à população brasileira o direito de escolher e alternar representantes dentro de um marco de liberdade e de paz. E assim continuaremos, honrando um histórico insuspeito que consolida esta justiça especializada como um paradigma mundial na organização de pleitos honestos, bem ainda como um patrimônio imaterial da sociedade nacional", disse.
A declaração de Fachin foi em meio às tensões envolvendo uma fala de Barroso, que afirmou, no último domingo (24.abr), que as Forças Armadas "estão sendo orientadas para atacar o processo" eleitoral brasileiro e "tentar desacreditá-lo". No mesmo dia, o general Paulo Sérgio de Oliveira, ministro da Defesa, definiu a declaração do ministro como "irresponsável" e uma "ofensa grave aos militares".
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