Guedes pretende reduzir em 25% Imposto sobre Produtos Industrializados
Ministro da Economia também parabenizou presidentes da Câmara e do Senado por atuar em reformas

Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que há um movimento no governo para a redução de 25% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) visando atrair empresas para o país. A afirmação, feita durante evento do BTG Pactual, destacou ainda que há o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira, para essa redução tributária.
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"Destaco o papel decisivo de Arthur Lira na aprovação das reformas, mantivemos um norte: a bússola das reformas. Com a chegada de Lira à presidência da Câmara chegaram as vacinas, Banco Central independente, startups, reforma do imposto de renda [...] e estamos na direção correta, fizemos muitas reformas, vamos seguir com as privatizações", ressaltou. O ministro pontuou ainda que há uma revolução silenciosa, por conta da aprovação de reformas como a da previdência, da continuidade das privatizações e da aprovação de marcos regulatórios.
Segundo Guedes, o objetivo é transferir o ganho de arrecadação para a redução de impostos, focando no IPI. "A agricultura tá voando pois não tem IPA, a indústria está sofrendo, vamos fazer 25% de redução do IPI e transferir ganho de arrecadação para reduzir IPI", disse.
O ministro ainda afirmou que a arrecadação de janeiro, que será anunciada em alguns dias, atingiu crescimento real de 16% e leu o cenário como um ganho de força para a economia brasileira. Guedes parabenizou o trabalho dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, por afirmarem que até o último dia estão atuando em reformas estruturantes.
Guedes disse que durante a pandemia houve o comando político do Orçamento e por isso houve o maior reajuste fiscal do governo do Brasil. "Na pandemia, assumimos o controle político do orçamento: tem para saúde, não tem para salários do funcionalismo. [...] Assim foi feito o maior ajuste fiscal da história. Agora vamos mergulhar no passado tenebroso de indexações ou vamos assumir o controle do orçamento? Agora é ano de eleição; vamos anular esse ganho? É a decisão que está à nossa frente", destacou.
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