Congresso

Líder do PT na Câmara defende Bolsa Família fora do teto além de 2023

Ao SBT News, Reginaldo Lopes afirma que tempo inferior em PEC da Transição seria "irresponsabilidade fiscal"

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Lis Cappi
Reginaldo Lopes

Reginaldo Lopes

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O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG), defendeu que os projetos apresentados na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição fiquem de fora do Teto de Gastos além de 2023. As medidas, que incluem o Auxílio Brasil em R$ 600 -- programa que voltará a se chamar Bolsa Família -- foram apresentadas em um período de quatro anos, como negociado inicialmente pela equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

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"Seria de extrema irresponsabilidade, inclusive fiscal, o governo negociar a abertura do crédito Orçamentário por apenas 1 ano. Porque no dia 31 de abril de 2023, quatro meses depois do início do governo, o presidente terá que enviar para o Congresso o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, e nesse momento ficaria evidenciado para toda a sociedade brasileira que seria necessário, mais uma vez, o rompimento com as Leis Fiscais do país", afirmou Reginaldo Lopes.

Contra a validade apenas para 2023, o congressista aponta medidas que dependem da adequação do Orçamento. E firma posição de que seria inviável prosseguir com as propostas defendidas pelo governo de transição.

"Você precisa de recursos para incentivar a produção de mais alimentos, feijão, milho e arroz. Você precisa corrigir do transporte escolar, da merenda escolar, das cirurgias eletivas, da farmácia popular, do salário mínimo, um conjunto de ações para o estado voltar a funcionar", diz. "Por isso, é importante que essa abertura se dê em um prazo maior que 1 ano", completa.

As declarações de Reginaldo Lopes foram dadas em entrevista à jornalista Nathalia Fruet, no Poder Expresso desta 2ª feira (28.nov), pouco antes da confirmação do texto por parte do relator do Orçamento, Marcelo Castro.
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No texto, que ainda depende da assinatura de ao menos 27 senadores para início oficial da tramitação, Castro estima que o valor de R$ 600 para o Bolsa Família, além de R$ 150 adicionais para cada filho com mais de 6 anos, fiquem de fora do Teto de Gastos por quatro anos.
Assista à entrevista concedida por Reginaldo Lopes ao SBT News:

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