Ernesto: Saúde decidiu aderir ao número mínimo de doses no Covax
Ex-chanceler disse que foi o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello que optou pela quantidade mínima

Ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo
O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo afirmou nesta 3ª feira (18.mai) que foi uma decisão do Ministério da Saúde aderir à quantidade mínima de doses no consórcio Covax Facility. A pasta optou pela aquisição de vacinas para apenas 10% da população.
Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o ex-chanceler disse que a decisão foi discutida durante uma reunião no Palácio do Planalto, com a Casa Civil. Além dele, estava também o general Eduardo Pazuello, o ministro da Saúde à época.
"O ministério da Saúde que optou [pela quantidade mínima], dentro da sua estratégia de vacinação", afirmou. Coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o consórcio reúne 150 países e foi criado para avançar na distribuição das vacinas contra a covid-19. Cada integrante poderia escolher uma quantidade que conseguisse imunizar de 10% a 50% da população.
O presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), que tem criticado a postura do ex-chanceler durante a oitiva, disse que Araújo declarou, em dezembro de 2020, que "quem é contra a cloroquina age politicamente". O senador afirmou que, "com esse pensamento é que perdemos tempo e não compramos a vacina".
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