Congresso

Câmara aprova urgência para projeto de privatização dos Correios

PL 591/21 autoriza a exploração dos serviços postais pela iniciativa privada

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Por SBT News
Funcionário dos Correios pega encomenda dentro de veículo com nome da companhia estampado na lateral (Agência Brasil)

Funcionário dos Correios pega encomenda dentro de veículo com nome da companhia estampado na lateral (Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta 3ª feira (20 abr.) o regime de urgência para o Projeto de Lei (PL) 591/21, que foi entregue à Casa pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em fevereiro e possibilita a privatização dos Correios. No plenário, foram 280 votos a favor da medida para que o texto tramite mais rápido e 165 contrários. 

O projeto autoriza a exploração dos serviços postais pela iniciativa privada e prevê a transformação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que atualmente é uma companhia pública, em sociedade de economia mista. Além disso, muda o nome da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais e confere a esta o poder para regular e fiscalizar o novo mercado.

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Durante a votação de hoje, um dos argumentos apresentados pelos partidos de oposição ao governo para não aprovar uma eventual privatização dos Correios é que a estatal registrou lucro de R$ 1,5 bilhão em 2020. Na visão do deputado Henrique Fontana (PT-RS), o PL não contribui para o crescimento do país e em vez de este "ganhar dinheiro, modernizar as atividades dos Correios, em vez de nos espelharmos em mais de 80% dos países que têm serviços nacionais de correio, aqui a prioridade é vender o patrimônio público na bacia das almas".

Por outro lado, o deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-MA), da base governista, disse que o Executivo "tem uma pauta liberal, e os setores têm de ser privatizados e regulados pelo governo". O agora escolhido como relator do PL 591/21, o deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), por sua vez, afirmou que "a dívida pública do País cresceu em larga escala durante a pandemia, por isso racionalizar os gastos públicos e modernizar a administração pública devem ser prioridade".

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