Brasil

ONGs elevam tom sobre possibilidade da Petrobras perfurar Foz do Amazonas

Governo seria contraditório com liberação, já que está comprometido em mitigar gases de efeito estufa

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Por Pablo Valler
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Oitenta organizações não governamentais (ONGs) assinaram uma carta entregue a vários órgãos do governo, cobrando análises mais criteriosas sobre a possibilidade de extração de petróleo na foz do rio Amazonas.

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A Petrobras tem insistido em uma licença ambiental com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No governo, as opiniões se dividem. Por isso, o ofício foi enviado para, além do Ibama, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e ministérios de Meio Ambiente e Mudança Climática, Minas e Energia, Relações Exteriores, Pesca e Aquicultura e também Povos Indígenas.

Entre os autores estão WWF-Brasil, Observatório do Clima, Instituto Arayara, SOS Amazônia. Para as entidades, "os impactos dessa atividade e um eventual derramamento de óleo podem ocasionar danos imensuráveis para o meio ambiente e para a população". Pois, "a floresta amazônica, a foz do rio Amazonas e o oceano atlântico nesta faixa equatorial, não são apenas uma parte vital da biodiversidade do nosso planeta, mas também uma fonte essencial para a vida de milhões de pessoas direta e indiretamente", alerta um trecho da carta. As ONGs pedem mais atenção ao impacto gerado sobre as comunidades regionais, além do

Mas, quem defende a perfuração da área, chama o projeto de novo pré-sal, com possibilidade de geração de bilhões de reais. Só que, caso aconteça, seria uma contradição do governo que se comprometeu em preservar comunidades originais, biodiversidade e diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Extrair petróleo já é prejudicial, a queima como combustível é ainda pior e uma das principais causas do aquecimento global.

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