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Evasão escolar cresce entre crianças de 5 a 9 anos na pandemia, diz FGV

Taxa ficou estável na faixa entre 10 a 14 anos e caiu no grupo de 15 a 19 anos

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Alunos da educação básica de escolas públicas foram os mais afetados pela falta de atividades escolares | Agência Brasil

Alunos da educação básica de escolas públicas foram os mais afetados pela falta de atividades escolares | Agência Brasil

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A pandemia de covid-19 provocou crescimento significativo de evasão escolar entre alunos em fase de alfabetização. Segundo pesquisa desenvolvida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o percentual de crianças de 5 a 9 anos fora da escola aumentou 197,8% e atingiu taxa de 5,51% no fim de 2020, maior número em 14 anos.

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Os autores destacam que, no terceiro trimestre de 2021, a taxa de evasão escolar para a faixa etária estava em 4,25%, quase o triplo de 2019, que era de 1,41%. "Os alunos das séries iniciais que tinham obtido os maiores avanços escolares nas quatro últimas décadas foram os mais penalizados durante a pandemia", diz a pesquisa.

De acordo com o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, além do acesso limitado à internet para acompanhar aulas virtuais, o grupo ainda dependia de monitoramento maior dos responsáveis e dos professores para a realização de atividades. "O ensino de alunos mais velhos parece ter sido priorizado. Estudos mostram, contudo, que os estímulos são muito importantes para crianças mais novas", ressalta.

A faixa etária de 10 a 14 anos ficou estável ao longo da pandemia, com taxa de evasão de 0,81% no fim de 2021, abaixo do registrado em 2019, de 1,01%. Já o grupo entre 15 e 19 anos, que historicamente tem maior índice de abandono escolar, apresentou queda no ano passado e chegou a 24,17% em setembro (ante 28,95% em 2019). 

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Os dados mostram ainda que alunos da educação básica de escolas públicas, independentemente da faixa etária, foram mais afetados pela falta de atividades escolares e, em consequência, perderam tempo de estudo. Segundo a última coleta de dados, crianças de 6 a 15 anos dedicaram 2 horas e 22 minutos (em média 4,5 dias por semana) à escola, tempo menor que entre o grupo de 15 e 17 anos, com 2 horas e 36 minutos.

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